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Anvisa determina recolhimento de milho para pipoca após erro sobre glúten no rótulo

Milho pipoca_recolhimento Anvisa

Falha na rotulagem levou agência a retirar lote do mercado da marca Provatti fabricada pela empresa Kaza Distribuidora, R & A Indústria e reacende debate sobre segurança alimentar para pessoas com doença celíaca

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote de milho para pipoca após identificar irregularidades na rotulagem relacionadas à informação sobre glúten.

A medida foi publicada nesta semana e reforça a importância da correta identificação dos alimentos para milhões de brasileiros que dependem dessas informações para preservar a própria saúde.

Embora o milho seja naturalmente livre de glúten, a legislação brasileira exige que todos os alimentos industrializados tragam informações claras e corretas sobre a presença ou ausência da proteína, justamente para proteger consumidores com doença celíaca e outras condições relacionadas ao glúten.

A decisão da Anvisa mostra que erros aparentemente simples na embalagem podem gerar consequências sérias para quem necessita seguir uma dieta rigorosamente sem glúten.

 

 

O que aconteceu?

Segundo a Anvisa, o recolhimento foi motivado por uma inconsistência na declaração obrigatória sobre glúten presente na embalagem do produto.

A legislação brasileira determina que alimentos industrializados informem de forma explícita uma das seguintes frases:

  • “CONTÉM GLÚTEN”
  • “NÃO CONTÉM GLÚTEN”

A ausência da declaração correta ou qualquer informação que possa gerar dúvidas para o consumidor caracteriza infração sanitária.

Por esse motivo, a agência determinou a retirada do lote do mercado até que a situação seja regularizada.

 

 

Por que isso é tão importante para os celíacos?

Para quem não convive com a doença celíaca, um erro no rótulo pode parecer um detalhe burocrático.

Para um celíaco, porém, a informação correta pode representar a diferença entre segurança e uma reação autoimune capaz de desencadear inflamação intestinal, sintomas gastrointestinais, deficiências nutricionais e danos à mucosa do intestino delgado.

Estima-se que cerca de 1% da população mundial tenha doença celíaca, embora grande parte dos casos ainda permaneça sem diagnóstico.

No Brasil, a única forma de tratamento reconhecida é a exclusão total e permanente do glúten da alimentação. Por isso, a leitura dos rótulos é uma etapa obrigatória da rotina de quem convive com a condição.

 

 

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Milho tem glúten?

Não. O milho é um cereal naturalmente livre de glúten.

Da mesma forma, alimentos produzidos exclusivamente a partir do milho, como:

  • milho verde;
  • fubá;
  • farinha de milho;
  • canjica;
  • polenta;
  • pipoca;

Pipoca não contêm glúten em sua composição natural. O problema surge durante os processos industriais.

Dependendo do local de produção, armazenamento, transporte ou empacotamento, pode ocorrer contaminação cruzada com trigo, centeio, cevada ou malte.

É justamente por esse motivo que a legislação exige a declaração obrigatória sobre glúten nas embalagens.

 

 

O que diz a legislação brasileira?

A obrigatoriedade da declaração de glúten foi estabelecida pela Lei nº 10.674, de 2003. A norma determina que todos os alimentos industrializados comercializados no país devem apresentar de forma visível a informação:”CONTÉM GLÚTEN” ou “NÃO CONTÉM GLÚTEN”.

O objetivo é garantir que pessoas com doença celíaca possam identificar rapidamente produtos seguros para consumo.

A legislação brasileira é considerada uma das mais avançadas do mundo nesse aspecto.Enquanto diversos países utilizam limites de até 20 partes por milhão (20 ppm) para class

 

Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. As informações apresentadas neste artigo não substituem consulta médica, diagnóstico clínico ou orientação nutricional individualizada.  

Produtos mencionados neste artigo não constituem endosso comercial. Tão pouco há endosso político/partidário. Consulte sempre o rótulo para identificar a isenção de glúten. 

Caso você suspeite de doença celíaca, sensibilidade ao glúten ou qualquer condição relacionada, procure um profissional especialista qualificado, mesmo antes de iniciar qualquer medicamento, suplementação ou mudança no protocolo de tratamento. Cada paciente é único, e as condutas devem ser individualizadas por profissionais habilitados e especializados. Nunca retire o glúten da alimentação antes de realizar os exames diagnósticos — isso pode invalidar os resultados sorológicos e dificultar o diagnóstico.

O Eu Celíaca não recebe patrocínio de laboratórios, indústria farmacêutica ou fabricantes de produtos sem glúten. Todo o conteúdo é produzido de forma independente, com base em fontes científicas verificadas, com o único objetivo de apoiar a comunidade celíaca.

Andréa Farias é celíaca diagnosticada desde 2012, empreendedora, jornalista, pesquisadora e fundadora do Eu Celíaca. A autora compartilha sua experiência pessoal como celíaca, pesquisas baseada em fontes científicas, experiência na indústria farmacêutica e relacionamento direto com médicos, nutricionistas, pesquisadores e farmacêuticos.

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