Alimentação baseada em comida de verdade, menos ultraprocessados e, em muitos casos, redução ou eliminação do glúten fazem parte da estratégia nutricional de alguns dos maiores atletas da atualidade. Mas o que a ciência realmente diz sobre isso?
Quando Lionel Messi entrou em campo na Copa do Mundo de 2026, novamente sendo apontado pela imprensa internacional como um dos grandes destaques da competição, muitos torcedores enxergavam apenas o talento dentro das quatro linhas.
Nos bastidores, porém, um dos assuntos que continua despertando interesse é a profunda mudança alimentar adotada pelo argentino ao longo da última década.
Embora Messi nunca tenha afirmado ser celíaco ou seguir uma dieta sem glúten por necessidade médica, diversos veículos internacionais, entrevistas e relatos de profissionais que participaram de sua preparação descrevem que o jogador reduziu drasticamente ou eliminou alimentos com glúten, além de açúcar refinado e produtos ultraprocessados, adotando uma alimentação baseada em alimentos naturais.
Ele não está sozinho. Cristiano Ronaldo, Agustín Canobbio e outros atletas de elite também passaram a priorizar alimentos naturais, carboidratos complexos, proteínas magras e uma alimentação com pouca ou nenhuma presença de alimentos que contenham trigo refinado.
Mas será que retirar o glúten melhora realmente o desempenho esportivo? Existe benefício para qualquer pessoa? Ou trata-se apenas de uma estratégia individual? A resposta é mais complexa do que parece.
A dieta sem glúten está se tornando tendência entre atletas de elite?
Nos últimos anos, diversos atletas de alto rendimento passaram a adotar dietas naturalmente pobres em glúten ou livres do cereal como parte de estratégias nutricionais individualizadas.
Entretanto, até o momento, as evidências científicas mostram que a retirada do glúten melhora comprovadamente a saúde e o desempenho apenas em pessoas com doença celíaca ou outras condições relacionadas ao glúten.
Para indivíduos saudáveis, os benefícios parecem estar muito mais associados à melhora global da qualidade da alimentação, com redução de ultraprocessados e maior consumo de alimentos naturais, do que propriamente à exclusão do glúten.
Tudo começou em 2014
A transformação na alimentação de Lionel Messi começou em 2014. Na época, o atacante vinha acumulando lesões musculares, episódios frequentes de vômitos durante partidas e uma queda perceptível no rendimento físico.
Segundo reportagens publicadas por veículos como ESPN, Mundo Deportivo, El País e entrevistas concedidas pelo nutricionista italiano Giuliano Poser, Messi decidiu rever completamente seus hábitos alimentares.
O objetivo não era apenas emagrecer. Era diminuir processos inflamatórios, melhorar a recuperação muscular e aumentar a disponibilidade energética durante jogos e treinamentos.
A mudança foi considerada um divisor de águas na carreira do argentino. Diversas reportagens esportivas atribuem parte da longevidade física de Messi justamente à combinação entre treinamento, recuperação, sono e alimentação.
Embora seja impossível quantificar quanto dessa evolução ocorreu exclusivamente pela dieta, especialistas concordam que uma nutrição adequada reduz fatores de risco para lesões, melhora a recuperação muscular e favorece o desempenho esportivo.
Como é a alimentação de Lionel Messi?

Segundo entrevistas do nutricionista Giuliano Poser e reportagens internacionais, a alimentação do craque passou a ser baseada principalmente em alimentos frescos e minimamente processados. O foco deixou de ser simplesmente “tirar alimentos” e passou a privilegiar qualidade nutricional.
Entre os principais pilares estão:
- vegetais variados;
- frutas;
- azeite de oliva extravirgem;
- água;
- cereais integrais naturalmente ricos em fibras;
- oleaginosas;
- peixes;
- carnes magras.
Ao mesmo tempo, houve uma importante redução de:
- açúcar refinado;
- refrigerantes;
- bebidas açucaradas;
- alimentos ultraprocessados;
- doces;
- farinha branca;
- produtos industrializados ricos em gordura saturada.
Diversas reportagens também descrevem uma redução importante do consumo de trigo e derivados, tornando sua alimentação predominantemente sem glúten no dia a dia.
Os cinco “alimentos gasolina” de Messi

O nutricionista Giuliano Poser costuma destacar cinco alimentos considerados fundamentais para fornecer energia de qualidade ao organismo. Eles ficaram conhecidos na imprensa esportiva como os “cinco alimentos gasolina”. São eles:
Água
A hidratação adequada influencia diretamente desempenho físico, recuperação muscular e prevenção de lesões. Estudos mostram que uma perda hídrica superior a apenas 2% do peso corporal já reduz capacidade física, potência muscular e tomada de decisão durante exercícios prolongados.
Azeite de oliva extravirgem
Fonte importante de gorduras monoinsaturadas e compostos fenólicos com ação antioxidante.Seu consumo está associado à redução de marcadores inflamatórios e melhora da saúde cardiovascular.
Frutas frescas
Fornecem vitaminas, minerais, antioxidantes e carboidratos naturais importantes para reposição energética. Bananas, frutas vermelhas, maçãs e cítricos costumam aparecer entre os alimentos mais consumidos por atletas de elite.
Vegetais
São fontes importantes de micronutrientes, compostos bioativos e fibras. Dietas ricas em vegetais estão associadas à redução do estresse oxidativo induzido pelo exercício intenso.
Oleaginosas
Castanhas, nozes e amêndoas fornecem gorduras saudáveis, magnésio, vitamina E e proteínas vegetais, auxiliando recuperação muscular e resposta antioxidante.
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Proteínas magras e carboidratos complexos passaram a ser prioridade
Ao contrário do que muitos imaginam, Messi nunca adotou uma dieta pobre em carboidratos.
Pelo contrário. Os carboidratos continuam sendo a principal fonte energética para atletas de alto rendimento.
A diferença está na escolha dos alimentos. Em vez de produtos refinados, a prioridade passou para alimentos com digestão mais lenta e melhor qualidade nutricional. Entre eles destacam-se:
- quinoa;
- arroz integral;
- aveia (quando certificada sem glúten para quem possui doença celíaca);
- batata-doce;
- mandioca;
- legumes.
As proteínas também passaram a vir principalmente de:
- peixes;
- frango;
- ovos;
- carnes magras.
Segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), atletas de modalidades de alta intensidade necessitam entre 1,2 e 2,0 g de proteína por quilograma de peso corporal ao dia, dependendo do tipo de treinamento e da fase competitiva.
Como são as refeições antes das partidas?
Diversas entrevistas publicadas na imprensa argentina relatam que Messi passou a consumir refeições leves, facilmente digeridas e ricas em carboidratos complexos nas horas que antecedem os jogos.
Entre os alimentos frequentemente citados estão:
- arroz;
- legumes;
- pequenas porções de frango ou peixe;
- frutas;
- hidratação intensificada.
O objetivo é fornecer energia suficiente sem provocar desconforto gastrointestinal durante a partida.
Essa estratégia está alinhada às recomendações da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN), que recomenda refeições predominantemente ricas em carboidratos nas horas anteriores ao exercício intenso para maximizar os estoques de glicogênio muscular.
A retirada do glúten foi a responsável pelo sucesso?
Esta talvez seja a pergunta mais importante.A resposta científica é: provavelmente não de forma isolada.
Quando analisamos toda a transformação alimentar de Messi, percebemos que a maior mudança não foi apenas reduzir alimentos com glúten.
Foi substituir alimentos ultraprocessados por uma dieta baseada em comida de verdade. Essa diferença é fundamental. Muitos atletas que dizem seguir uma “dieta sem glúten” acabam, na prática, adotando um padrão alimentar muito mais saudável como um todo.
É exatamente isso que dificulta separar os efeitos da retirada do glúten dos benefícios gerados pela melhora global da alimentação.
Até o momento, revisões sistemáticas publicadas no Journal of the International Society of Sports Nutrition mostram que não existem evidências robustas de melhora de desempenho em atletas sem doença celíaca apenas pela exclusão do glúten.
Por outro lado, para pessoas com doença celíaca, a exclusão completa do glúten continua sendo o único tratamento eficaz, permitindo cicatrização intestinal, melhora da absorção de nutrientes, recuperação do estado nutricional e redução do risco de complicações de longo prazo.
O que dizem os estudos científicos sobre dieta sem glúten e desempenho esportivo?
Nos últimos quinze anos, o interesse pela dieta sem glúten ultrapassou os consultórios de gastroenterologia e passou a fazer parte do universo do esporte de alto rendimento.
Atletas olímpicos, jogadores de futebol, tenistas e corredores passaram a relatar mudanças alimentares que incluíam a redução ou exclusão do glúten.
Esse movimento despertou uma pergunta importante entre pesquisadores: Retirar o glúten melhora realmente o desempenho esportivo?
A resposta, segundo a literatura científica atual, depende de quem está sendo avaliado.
O que mostram as pesquisas?
Um dos estudos mais conhecidos foi publicado em 2015 na revista Medicine & Science in Sports & Exercise. Pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, avaliaram ciclistas de alto rendimento que não apresentavam doença celíaca.
Durante o estudo, os atletas seguiram duas dietas diferentes: dieta contendo glúten; dieta isenta de glúten. Nem os participantes nem os pesquisadores sabiam qual dieta estava sendo consumida em cada fase do experimento (estudo duplo-cego).
Resultado
Os pesquisadores não encontraram diferenças significativas em:
- desempenho físico;
- potência muscular;
- sintomas gastrointestinais;
- marcadores inflamatórios;
- recuperação após exercício.
A conclusão foi clara:
Para atletas sem doença celíaca, a exclusão do glúten, isoladamente, não mostrou melhora no desempenho esportivo.
Então por que tantos atletas retiram o glúten?
Essa é justamente uma das maiores confusões quando o assunto chega às redes sociais. Na prática, poucos atletas apenas “retiram o glúten”.
Na maioria dos casos, ocorre uma transformação completa do padrão alimentar. Isso inclui:
- redução do açúcar refinado;
- diminuição de alimentos ultraprocessados;
- menos refrigerantes;
- menor consumo de fast-food;
- redução de farinha branca;
- aumento do consumo de vegetais;
- frutas diariamente;
- proteínas magras;
- hidratação adequada.
Ou seja: os benefícios provavelmente resultam do conjunto da alimentação, e não exclusivamente da retirada do glúten.
Segundo a Academia de Nutrição e Dietética dos Estados Unidos, esse tipo de padrão alimentar reduz processos inflamatórios, melhora a recuperação muscular e favorece a disponibilidade energética durante treinamentos intensos.
O que Messi, Cristiano Ronaldo e Canabbio têm em comum?
Embora cada atleta tenha seu próprio plano alimentar, existe um padrão que aparece repetidamente.
Tabela Comparativa Alimentação dos grandes atletas
| Atleta | Estratégia alimentar |
| Lionel Messi | Redução zero de glúten, açúcar, refrigerantes e ultraprocessados. Prioridade para alimentos naturais, azeite, frutas, vegetais e proteínas magras. |
| Cristiano Ronaldo | Alimentação rica em proteínas magras, frutas, vegetais, hidratação rigorosa e zero ingestão de alimentos industrializados. |
| Agustín Canobbio | Redução significativa do consumo de doces, maior disciplina alimentar com acompanhamento nutricional, retirada do glúten da alimentação e foco em desempenho físico e composição corporal. |
Apesar das diferenças individuais, existe um ponto comum: todos migraram para uma alimentação baseada em alimentos minimamente processados.
O glúten provoca inflamação?
Essa resposta depende da condição clínica da pessoa.
Para pessoas com doença celíaca
Sim. O glúten desencadeia uma resposta autoimune que provoca destruição das vilosidades intestinais. Mesmo pequenas quantidades podem causar:
- inflamação intestinal;
- má absorção de nutrientes;
- anemia;
- osteopenia;
- osteoporose;
- alterações neurológicas;
- infertilidade;
- aumento do risco de outras doenças autoimunes.
Por isso, para celíacos, a dieta sem glúten é o único tratamento disponível atualmente.
Para pessoas sem doença celíaca
As evidências científicas são diferentes.
Até o momento, não existem estudos robustos demonstrando que o glúten provoque inflamação sistêmica em indivíduos saudáveis. Quando alguém relata melhora após retirar alimentos com glúten, vários fatores podem estar envolvidos:
- menor consumo de alimentos ultraprocessados;
- redução de FODMAPs;
- menor ingestão de açúcar;
- melhora global da alimentação;
- efeito placebo;
- sensibilidade ao trigo não celíaca.
Por isso, sociedades médicas internacionais não recomendam retirar o glúten indiscriminadamente.
Dieta sem glúten: tratamento para uns, estratégia para outros

Essa talvez seja a principal mensagem deste artigo. Embora Messi e outros atletas tenham adotado uma alimentação frequentemente descrita como sem glúten, isso não significa que exista uma indicação universal para todas as pessoas.
Diferenças importantes
| Doença Celíaca | Atletas sem doença celíaca |
| O glúten desencadeia resposta autoimune | Não há doença autoimune relacionada ao glúten |
| A dieta sem glúten é obrigatória | A dieta pode ser apenas uma estratégia nutricional |
| Não existe consumo seguro de glúten | A retirada é opcional e individualizada |
| Pequenas quantidades podem causar lesão intestinal | Não há evidências de lesão intestinal pelo glúten em pessoas saudáveis |
Essa distinção é fundamental para evitar interpretações equivocadas.
O que dizem as diretrizes internacionais?
As principais organizações médicas do mundo são bastante claras. A American College of Gastroenterology (ACG), a European Society for Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) e a Celiac Disease Foundation recomendam dieta rigorosamente sem glúten apenas para:
- doença celíaca;
- dermatite herpetiforme;
- ataxia por glúten;
- algumas situações específicas de sensibilidade ao glúten não celíaca e alergia ao trigo, após investigação médica.
Para atletas saudáveis, não existe recomendação universal para exclusão do glúten. A decisão deve ser individualizada e acompanhada por nutricionista esportivo.
Atenção Celíacos
O fato de atletas famosos seguirem uma alimentação naturalmente sem glúten não deve ser confundido com o tratamento da doença celíaca.
Para Messi, Cristiano Ronaldo, Canabbio ou outros atletas, trata-se de uma estratégia nutricional voltada ao desempenho.
Para pessoas com doença celíaca, a dieta sem glúten é uma necessidade médica permanente. Mesmo pequenas quantidades de glúten podem desencadear inflamação intestinal, ainda que o paciente não apresente sintomas.
Por isso, pacientes celíacos devem sempre priorizar alimentos certificados, evitar contaminação cruzada e manter acompanhamento com gastroenterologista e nutricionista.
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FAQ – Perguntas Frequentes
Messi é celíaco?
Não. Até o momento, Lionel Messi nunca declarou publicamente ter sido diagnosticado com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten não celíaca. As mudanças em sua alimentação ocorreram como parte de uma estratégia nutricional para melhorar o desempenho esportivo, reduzir processos inflamatórios relacionados ao treinamento intenso e favorecer a recuperação muscular.
Messi realmente faz dieta sem glúten?
Diversos veículos internacionais e entrevistas do nutricionista Giuliano Poser relatam que Messi reduziu drasticamente alimentos contendo trigo, farinha refinada e produtos industrializados, adotando uma alimentação predominantemente sem glúten. Entretanto, o jogador nunca divulgou oficialmente um protocolo alimentar detalhado.
A dieta sem glúten melhora o desempenho esportivo?
Depende. Para atletas com doença celíaca, sim. A dieta sem glúten é o único tratamento capaz de recuperar o intestino delgado, corrigir deficiências nutricionais e permitir melhor desempenho físico.
Para atletas sem doença celíaca, as evidências científicas atuais não demonstram melhora consistente apenas pela retirada do glúten. Na maioria dos casos, os benefícios observados estão associados à melhora global da qualidade da alimentação.
Por que tantos atletas retiram alimentos com glúten?
Na prática, muitos atletas não eliminam apenas o glúten. Eles passam a consumir: menos alimentos ultraprocessados; menos açúcar; menos farinha branca; mais vegetais; mais frutas; proteínas magras; gorduras saudáveis. É esse novo padrão alimentar que parece explicar grande parte dos benefícios observados.
Pessoas saudáveis devem retirar o glúten?
Atualmente, não existe recomendação científica para excluir o glúten da alimentação de pessoas saudáveis. Sociedades médicas internacionais orientam que essa decisão seja individualizada e acompanhada por profissionais de saúde.
A dieta de Messi pode servir de exemplo para celíacos?
Em parte, sim. Embora os objetivos sejam diferentes, a valorização de alimentos naturais, frutas, vegetais, azeite de oliva, proteínas magras e alimentos minimamente processados está alinhada aos princípios de uma alimentação saudável também para pessoas com doença celíaca. A diferença é que, para o paciente celíaco, a exclusão do glúten é obrigatória e permanente.
Quais alimentos fazem parte da dieta de Messi?
Segundo entrevistas e reportagens internacionais, destacam-se: frutas; vegetais; azeite de oliva extravirgem; água; oleaginosas; peixes; carnes magras; quinoa; arroz e legumes. Já alimentos como refrigerantes, doces, açúcar refinado, farinha branca e produtos ultraprocessados passaram a ser evitados.
Outros atletas também seguem alimentação semelhante?
Sim. Cristiano Ronaldo, Canabbio e diversos atletas olímpicos adotam estratégias nutricionais que priorizam alimentos naturais e reduzem o consumo de alimentos industrializados. Entretanto, cada plano alimentar é individualizado e elaborado conforme as necessidades específicas de cada atleta.
Conclusão
A alimentação de Lionel Messi voltou aos holofotes durante a Copa do Mundo de 2026, mas a principal lição deixada pelo craque argentino vai muito além da exclusão do glúten.
Sua transformação alimentar mostrou que desempenho esportivo de alto nível depende de um conjunto de fatores: alimentação equilibrada, hidratação adequada, qualidade do sono, recuperação muscular, treinamento individualizado e acompanhamento multiprofissional.
Os estudos científicos disponíveis até o momento não demonstram que retirar o glúten, isoladamente, aumente o desempenho de atletas saudáveis.
Por outro lado, existe amplo consenso de que uma alimentação baseada em alimentos naturais, rica em frutas, vegetais, proteínas magras, gorduras saudáveis e carboidratos complexos contribui para melhor recuperação, menor consumo de ultraprocessados e melhora global da saúde.
Para pessoas com doença celíaca, porém, a realidade é diferente. Enquanto para Messi a redução do glúten representa uma estratégia nutricional, para o paciente celíaco a dieta sem glúten continua sendo o único tratamento capaz de controlar a resposta autoimune, proteger o intestino delgado e prevenir complicações futuras.
A história de Messi ajuda a popularizar a discussão sobre alimentação de qualidade, mas também reforça uma mensagem importante: nem toda dieta sem glúten tem o mesmo objetivo. Entender essa diferença é fundamental para combater desinformação e promover escolhas alimentares baseadas em evidências científicas.
Referências Científicas e Fontes
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- ESPN FC. How Lionel Messi changed his diet and extended his career. Reportagens especiais.9. Mundo Deportivo. La alimentación de Lionel Messi y el trabajo de Giuliano Poser.10. El País. La revolución alimentaria de Lionel Messi.
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Andréa Farias é celíaca diagnosticada desde 2012, empreendedora, jornalista, pesquisadora e fundadora do Eu Celíaca. A autora compartilha sua experiência pessoal como celíaca, pesquisas baseada em fontes científicas, experiência na indústria farmacêutica e relacionamento direto com médicos, nutricionistas, pesquisadores e farmacêuticos.











