No domingo, 28 de junho de 2026, cheguei ao Centro de Eventos São Luís, na Consolação, em São Paulo, com o Bruno e sua câmera, um caderno e o estômago pronto para trabalhar. A 7ª Feira Sem Glúten SP – Edição Festa Junina reuniu mais de 55 expositores num mesmo espaço, prometendo comida junina segura para celíacos, intolerantes e alérgicos ao glúten. O que encontrei foi mais do que prometido — e também mais do que o espaço conseguiu comportar. Esta é a cobertura completa do Eu Celíaca: o que vimos, o que provamos, o que compramos, o que surpreendeu e o que ainda precisa melhorar.
Transparência editorial: Eu, Andréa Farias, fundadora do Eu Celíaca, estive na feira acompanhada do Bruno Olivy, sócio da agência Polímata. Compramos tudo o que consumimos e levamos para casa. Não recebemos convites ou cachê de nenhum expositor ou da organização. Esta cobertura é independente.
O que é a Feira Sem Glúten SP e por que ela existe?
A Feira Sem Glúten SP é um evento periódico realizado em São Paulo que reúne marcas especializadas em produtos sem glúten — de pães e massas a embutidos, queijos vegetais, cosméticos, cervejas e sobremesas. A edição de junho de 2026, temática Festa Junina, foi a 7ª do evento.
A feira existe porque há uma demanda real e crescente que o mercado convencional ainda não consegue atender com qualidade, variedade e segurança ao mesmo tempo.
Para celíacos — especialmente para os que desenvolveram TARE (Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo), que afeta cerca de 50% das pessoas com a doença —, poder sair de casa e comer em um ambiente completamente seguro é muito mais do que conveniência. É saúde mental.
O mercado glúten free que não para de crescer
Para entender o tamanho do que aconteceu naquele domingo, é preciso entender o contexto de mercado.
O mercado global de alimentos sem glúten foi estimado em cerca de US$ 7,43 bilhões em 2024 e pode chegar a aproximadamente US$ 15,45 bilhões até 2032, com crescimento anual composto próximo de 9,6%.
Nos Estados Unidos, cerca de 30% dos consumidores já adotam produtos glúten free, mesmo sem necessidade clínica obrigatória.
No Brasil, o potencial é ainda mais expressivo. Considerando apenas quem é obrigado a não consumir glúten, chegamos a aproximadamente 20 milhões de pessoas:
| Condição | Prevalência estimada | Brasileiros afetados |
| Doença celíaca | ~1% da população | ~2 milhões |
| Sensibilidade ao glúten não celíaca | ~10%–13% | ~20–26 milhões |
| Alergia ao trigo | ~0,6%–0,7% | ~1,2–1,4 milhões |
E quando incluímos o público que escolhe glúten free por estilo de vida, idem aos Estados Unidos, o potencial de mercado pode atingir 60 milhões de pessoas no Brasil.
Segundo levantamento da IMARC, o mercado brasileiro de alimentos e bebidas sem glúten foi de US$ 296,2 milhões em 2025 e pode chegar a US$ 555,2 milhões em 2034 — quase dobrar em menos de uma década. A Mordor Intelligence projeta crescimento anual composto de 10,7% ao ano para o segmento no Brasil, acima da média regional da América do Sul.
Esses números ajudam a explicar por que a Feira Sem Glúten SP estava, às 11h da manhã de um domingo, com filas que dobravam os corredores.
Mais dados: Doença celíaca no Brasil e no mundo e Mercado gluten free em São Paulo
A demanda superou a oferta
Vou ser direta: a feira estava lotada demais para o espaço disponível.
As filas em alguns estandes eram longas o suficiente para desanimar quem não tinha o dia inteiro livre.
Às 15h, vários expositores já não tinham mais produtos para oferecer. Alguns visitantes ficaram frustrados ao chegar na barraca de um produto específico e encontrar apenas o cartaz.
Isso é, ao mesmo tempo, um problema logístico e um sinal muito positivo: há demanda real, consistente e crescente.
A feira provavelmente precisaria de dois dias, ou de um espaço maior, para atender a todos com qualidade.
Nós — eu e o Bruno — escolhemos chegar logo cedo e dividimos o roteiro de forma estratégica, o que nos permitiu passar pelos 55 estandes com calma. Mas entendo plenamente quem saiu decepcionado.
Os expositores e o que mais chamou atenção
Paula Martins — Viver Sem Trigo
O primeiro estande que parei foi o da Paula Martins. Saí de lá com o livro Viver Sem Trigo – Muito Além das Receitas na sacola, organizado por Patty Trigo, com prefácio de Carol Minhoto. São mais de 160 receitas e um panorama da evolução da culinária sem glúten no Brasil.
É uma referência que faltava na estante de quem vive sem glúten — com profundidade, curadoria e visão de cozinha, não apenas substituições de ingrediente. Já publiquei minhas impressões iniciais no Instagram e recomendo sem reservas.
Bee Gluten Free — pão que realmente surpreende
Os pães da Bee Gluten Free foram, sem dúvida, uma das surpresas da feira.
Maciez, aerado, crosta dourada, aroma de pão fresco — tudo que a gente sente falta quando descobre o diagnóstico celíaco. A Bee trabalha com uma proposta sensorial muito clara: recriar a experiência emocional do pão, não apenas a composição nutricional. Bisnaguinhas, pão de hamburguer, hot dog — cada formato com textura específica, todos 100% sem glúten e sem laticínios.
O material institucional da marca é bem elaborado com descrição detalhada de aroma, textura, aparência e sensação. Quem tem celíaco em casa — especialmente crianças — vale muito.
Gran Amici — amplitude de linha e clareza de público
A Gran Amici levou uma das linhas mais completas da feira: bisnaguinhas, minipães, pães de forma, torradas, bolos, churros, massas, wraps, pizzas e panetones. Nós compramos a minipizza e experimentamos os wraps no local — ambos com boa textura e sabor.
Um ponto do material da marca que achei muito relevante para o contexto da matéria: eles não falam apenas para celíacos. Identificam explicitamente os públicos de seus produtos:
- Celíacos
- Alérgicos ao trigo
- Pessoas com sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC)
- Portadores da síndrome do intestino irritável (SII)
- Doença de Crohn
- Praticantes de atividades físicas
- Pessoas que seguem dietas sem glúten por escolha
- Intolerantes à lactose e à proteína do leite de vaca (APLV)
Essa diversidade de perfis é exatamente o que caracteriza o público que lotou a feira naquele domingo.
Urbano — indústria grande com linha sólida
A Urbano trouxe sua linha completa de produtos sem glúten: farinhas, mix para panificação, macarrões e, de destaque, o macarrão com arroz e feijão proteico — um lançamento que chamou atenção. Para celíacos que convivem com o desafio das massas, a presença de massa de lasanha sem glúten na linha Urbano é um alívio real no dia a dia. A marca representa uma indústria de maior porte no segmento, com padronização e rastreabilidade — algo que ainda diferencia as grandes marcas no quesito segurança.
Schär — educação alimentar além do produto
A Schär foi um dos primeiros estandes a esgotar produtos — e entende-se por quê. Os preços praticados na feira tinham desconto adicional em relação aos mercados, o que gerou corrida para fazer estoque.
O que mais me impressionou, porém, foi o material educacional distribuído. A Schär levou um folder com conteúdo genuinamente útil: Como identificar conservantes no rótulo — incluindo a função seguida do nome (ex: conservante propionato de cálcio) ou o número INS (ex: conservante INS 282). E o diferencial da marca: tecnologia de embalagem com alta barreira de proteção combinada com atmosfera modificada — que retira o oxigênio e substitui por uma combinação de gases, mantendo o produto preservado por toda a validade sem precisar adicionar conservantes. Ainda no material Reforço da promessa “sem conservantes, com propósito” — destacando que métodos de conservação mais naturais são uma premissa da marca, especialmente no pão.
Isso é jornalismo alimentar dentro do marketing de produto. E é exatamente o tipo de informação que o celíaco precisa saber. Afinal conservantes são prejudiciais não somente para um celíaco, para todos os seres humanos.
Piacevole — a coxinha que ficará na memória
Na Piacevole, experimentei uma coxinha sem glúten que foi, provavelmente, um dos produtos mais memoráveis que provei na feira. Crocante por fora, recheada, com aquela casquinha que esfarela do jeito certo. Comprei para levar: ravioli de queijo, lombo canadense e alho-poró — estou ansiosa para provar em casa.
O estande ainda tinha quibe, nhoque, massas variadas, outros salgados e doces. Uma das vitrines mais completas da feira em termos de variedade de formato.
Le Vita — pizzas
Na Le Vita, os destaques foram as pizzas napolitanas que foram disponibilizadas tanto para comer na hora, como congeladas para levar para casa. O destaque são as bordas, duvido você não olhar o instagram deles e não querer pedir uma das pizzas. A empresa ainda oferece pães, sugestão, provar o pão francês.
Pablo Ba Pasticceria — o último tiramisù da feira
Cheguei na Pablo Ba Pasticceria em hora exata: sobrava apenas um tiramisù e algumas Pavlovas. Provei os dois. O tiramisù estava tão bom que arrisquei dizer que supera a versão com glúten — cremoso, equilibrado, com café presente sem ser agressivo.
O fato de ter sido um dos últimos disponíveis já diz tudo sobre o tamanho da procura.
Pandan Lab — marmitas com alma (e teste laboratorial)
O Pandan Lab é uma das histórias mais bonitas do ecossistema sem glúten de São Paulo. Refeições completas, massas, pães e sobremesas ultracongelados — prontos para consumo, com entrega em São Paulo e região metropolitana.
O que mais me impressionou foi o compromisso com testes laboratoriais para comprovar a isenção de glúten. Poucas marcas no mercado fazem isso de forma sistemática e comunicam abertamente. Para celíacos que precisam de segurança, não apenas de rótulo “sem glúten”, esse nível de rastreabilidade é diferenciador real.
Fizemos uma entrevista gravada com a fundadora — o conteúdo sairá nas redes sociais do Eu Celíaca em breve.
Seu Divino — quantidade, variedade e funcionalidade
Na Seu Divino encontrei uma grande variedade de produtos da feira, como snacks. Experimentei o casadinho de goiaba — simples, nostálgico, perfeito — e trouxe para casa os salgados de bacon, salsa e cebola. O diferencial da marca é a presença de ingredientes funcionais na formulação de produtos que parecem apenas saborosos.
Fizemos uma entrevista gravada com uma das fundadoras — sairá nas redes sociais em breve.
Tupiniquim Queijaria — laticínios vegetais que chegaram para ficar
A Tupiniquim trabalha com uma linha 100% vegetal, feita de castanha de caju orgânica: manteigas, queijos cremosos, requeijões de bisnaga, queijos de corte e iogurtes. Tudo sem glúten, sem lactose, sem colesterol, fermentado e vegano, os donos são veganos.
Comprei o cream cheese e o queijo tipo gorgonzola. Ambos excelentes — com complexidade de sabor que vai muito além do que se esperaria de um produto plant-based. Para quem é celíaco e também tem intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite — uma combinação comum —, a Tupiniquim é uma solução real no dia a dia.
NutFree — sem glúten, sem leite, sem lupas
A NutFree se especializou no cruzamento de múltiplas restrições: sem glúten, sem leite e sem lupas. Wraps, pães e snacks. O pão australiano chamou atenção pela aparência e pela proposta — denso, levemente adocicado, diferente do padrão do mercado sem glúten.
Uma marca que preenche um nicho específico e ainda pouco atendido: quem tem, ao mesmo tempo, celíaca e alergia múltipla.
Salumeria Cassas — embutidos artesanais seguros
A @salumeriacassas produz artesanalmente embutidos defumados, curados e temperados, todos sem glúten e sem leite. Uma raridade: a maior parte dos embutidos convencionais usa trigo como ligante ou nos temperos. Aqui, a segurança está na origem da receita — não em uma adaptação posterior.
Óstia — pizza com casquinha que estala
Na Óstia provamos uma pizza caprese que ficou na memória pela casquinha: crocante nas bordas, com aquele estalido que a pizza boa tem e que a versão sem glúten raramente consegue replicar. Foi mais uma confirmação de que a técnica do produto sem glúten tem evoluído muito nos últimos anos.
Cervejas sem glúten — um segmento em aceleração
As cervejas sem glúten tiveram presença marcante na feira — e não à toa. O mercado de cervejas sem glúten cresce em ritmo que supera 400% segundo dados recentes. Já publicamos um guia completo sobre cervejas sem glúten no Brasil — vale a leitura para quem quer entender esse segmento.
Poder Verde — cosméticos sem glúten, veganos e brasileiros
Um dos diferenciais dessa edição foi a presença da @poderverde_br, marca 100% brasileira de cosméticos sem glúten, vegana e cruelty-free. Clean beauty para celíacos — porque glúten em cosméticos também pode ser problema especialmente para quem tem alergia ao trigo, ou se utilizado na boca, pois o glúten pode ser ingerido.
Crazy Candy Circus — embalagens que celíaco quer ganhar de presente
Os doces, bolachas e afins da Crazy Candy Circus sempre se destacam pelas embalagens: coloridas, bem-acabadas, com visual de presenteável. Para datas comemorativas, é exatamente o tipo de produto que faz diferença para quem vive com a restrição e demonstram a atenção e o carinho para com o celíaco.
O que mais nos chamou atenção na feira
Além dos estandes destacados, outros momentos ficaram marcados:
- O bolo em fatias — suculento, bem montado, disponível em versão temática festa junina;
- Cachorro-quente com pão que realmente abraça o recheio — textura difícil de replicar sem glúten;
- Pastel (e a farinha específica para massa de pastel) — comprar a farinha para fazer em casa é prática e segura para o celíaco;
- Comida japonesa / guioza — para quem quiser replicar, temos receita de guioza sem glúten aqui no site;
- Sorvete com casquinha sem glúten feita na hora — um daqueles momentos de alegria simples que quem descobriu o diagnóstico depois de adulto sabe o peso que tem;
- Hambúrguer com pão de hamburguer — textura firme, não desmoronou, segurou o recheio.
A feira também foi pet friendly, teve espaço para crianças e barraca de pesca — detalhes que tornam o evento mais inclusivo para famílias inteiras.
Na parte temática, alguns expositores apostaram em itens juninos: bolo de milho, queijadinhas, amendoim, churros sem glúten e espetinho de morango.
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Segurança alimentar: o que observamos na prática
Um dos critérios mais importantes para o Eu Celíaca na avaliação de qualquer evento ou produto é a segurança alimentar real — não apenas o rótulo.
Na 7ª Feira Sem Glúten SP, observamos:
| Cuidado observado | O que vimos na prática |
| Comunicação clara sobre isenção de glúten | Todos os expositores visitados informavam abertamente sobre a condição do produto |
| Rastreabilidade de ingredientes | A maioria mencionava fornecedores ou processos de controle |
| Testes laboratoriais | Pandan Lab declarou testes para comprovar ausência de glúten — destaque isolado |
| Separação de utensílios | Observada em estandes de salgados fritos, mesmo sendo uma feira glúten free |
| Treinamento da equipe | A qualidade variou — em estandes maiores, a equipe estava mais preparada para responder dúvidas |
| Transparência sobre contaminação cruzada | A maioria não abordou proativamente — ponto de atenção |
Recomendação: mesmo em feiras especializadas em produtos sem glúten, o celíaco severo deve perguntar ativamente sobre os processos de preparo, especialmente em produtos fritos compartilhados com itens de outras marcas.
Por que eventos como este são importantes para celíacos
Quem não vive com a doença celíaca às vezes subestima o impacto de poder simplesmente chegar num lugar e comer o que quiser, sem checar rótulo, sem explicar a condição, sem negociar com o garçom.
Estudos apontam que cerca de 50% dos celíacos desenvolvem algum grau de TARE — Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo. Uma das raízes desse quadro é exatamente a impossibilidade de comer com segurança em espaços públicos. Feiras como a Sem Glúten SP criam, ainda que por um dia, um ambiente onde essa ansiedade pode ser colocada em stand-by.
Ver crianças celíacas escolhendo livremente o que comer — sem o filtro constante dos pais — é uma imagem que vale mais do que qualquer dado de mercado.
O que não mudou com a feira: a necessidade de confirmar processos de produção com cada marca antes de comprar para uso doméstico — especialmente se você tiver doença celíaca diagnosticada e sensibilidade alta. Rótulo “sem glúten” em feira especializada é um bom começo, não uma garantia automática. Sempre pergunte sobre contaminação cruzada na fabricação.
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Perguntas frequentes sobre a Feira Sem Glúten SP
A Feira Sem Glúten SP é segura para celíacos?
Sim, o evento é focado em produtos sem glúten e todos os expositores da edição que visitamos trabalhavam com essa premissa. No entanto, para celíacos com sensibilidade severa, recomendamos perguntar sobre contaminação cruzada diretamente no estande — especialmente em produtos fritos ou manipulados no local.
Quais tipos de produtos são encontrados na feira?
A edição de junho de 2026 contou com mais de 55 expositores com pães, massas, salgados, doces, bolos, sorvetes, embutidos, queijos vegetais, cervejas, cosméticos e livros — tudo sem glúten.
A feira é indicada para intolerantes à lactose também?
Sim. Vários expositores, como Tupiniquim Queijaria, Grani Amici, Bee Gluten Free e NutFree, oferecem produtos também isentos de lactose. Sempre verifique o rótulo individualmente.
Dá para levar crianças celíacas?
Sim. A feira ofereceu espaço dedicado para crianças na edição de junho de 2026, além de produtos adequados ao público infantil. É pet friendly também.
Com qual antecedência devo chegar?
Recomendamos chegar na abertura. Na edição de junho de 2026, às 15h vários estandes já não tinham mais produtos. Quem chegou depois do almoço encontrou opções mais limitadas.
Os produtos da feira custam mais caro do que nos mercados?
Não necessariamente. A Schär, por exemplo, praticou preços com desconto adicional em relação ao varejo convencional. Depende do expositor.
Vale a pena comprar em quantidade para estocar?
Para produtos com boa validade e que você já conhece, sim — alguns expositores oferecem condições especiais para compras maiores na feira. Confirme com cada marca.
Como fico sabendo das próximas edições?
Acompanhe o perfil @feirasemgluten e o Eu Celíaca no Instagram — pretendemos cobrir os próximos eventos.
Conclusão
A 7ª Feira Sem Glúten SP – Edição Festa Junina foi, acima de tudo, uma demonstração de que o mercado sem glúten no Brasil chegou a um novo patamar. Não estamos mais falando de um nicho de adaptações resignadas — estamos falando de uma indústria em expansão acelerada, com marcas que investem em tecnologia, segurança, sabor e transparência.
As filas longas e os estandes esgotados antes das 15h não são problemas do evento. São sintomas de um mercado maior do que a infraestrutura atual consegue atender. A resposta correta é escalar — mais dias, mais espaço, mais edições ao longo do ano.
Para o celíaco, eventos como esse são mais do que compras. São permissão para comer sem medo. E isso, como qualquer pessoa com a doença sabe, não tem preço.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. As informações apresentadas neste artigo não substituem consulta médica, diagnóstico clínico ou orientação nutricional individualizada. Caso você suspeite de doença celíaca, procure um gastroenterologista.
O Eu Celíaca não recebe patrocínio de laboratórios, indústria farmacêutica ou fabricantes de produtos sem glúten. Todo o conteúdo é produzido de forma independente. Andréa Farias é celíaca diagnosticada desde 2012, jornalista, pesquisadora e fundadora do Eu Celíaca. Todos os produtos mencionados neste artigo foram adquiridos pela própria Andréa Farias com recursos próprios.
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