Home / Vida Prática / Curso gratuito de pão sem glúten terá quatro aulas ao vivo com fermentação natural e foco em renda

Curso gratuito de pão sem glúten terá quatro aulas ao vivo com fermentação natural e foco em renda

curso gratuito de pão sem glúten
*foto site do curso gratuito de pão sem glúten do chef Marcelo Horta

Acertar um pão sem glúten em casa ainda é um desafio para muita gente: a massa pode não crescer, o miolo fica pesado, a textura esfarela e o custo de diferentes farinhas aumenta quando as tentativas dão errado. Ao mesmo tempo, pães e mixes estão entre os produtos que mais aparecem na vitrine digital do mercado sem glúten brasileiro.

Entre os dias 15 e 20 de setembro de 2026, o chef Marcelo Horta realiza uma nova edição da Semana do Pão Sem Glúten, um curso gratuito de pão sem glúten, on-line e ao vivo. Serão quatro aulas sobre combinação de farinhas, fermentação natural, preparo de pão e possibilidades de transformar a panificação em fonte de renda. A participação exige inscrição prévia.

Inscreva-se gratuitamente na Semana do Pão Sem Glúten

 

 

Como será o curso gratuito de pão sem glúten?

A Semana do Pão Sem Glúten terá quatro encontros gratuitos e ao vivo, nos dias 15, 16, 17 e 20 de setembro, sempre às 18h55. Segundo a página do evento, o participante aprenderá desde a escolha e combinação das farinhas até a criação de fermento natural sem glúten e o preparo de um pão tipo ciabatta. O treinamento é voltado tanto para quem quer produzir para consumo próprio quanto para quem considera transformar a panificação sem glúten em atividade profissional.

Não é necessário, segundo os organizadores, ter experiência prévia em panificação.

 

 

O que será ensinado em cada aula da Semana do Pão Sem Glúten?

A programação divulgada para esta edição combina teoria e prática. A proposta é fazer com que o participante compreenda o papel dos ingredientes, em vez de apenas repetir uma receita pronta.

Data e horário Aula O que será ensinado
15/09, 18h55 Farinhas e estrutura do pão sem glúten Como escolher e combinar diferentes farinhas para substituir as funções tecnológicas do trigo na panificação
16/09, 18h55 Fermento natural sem glúten Como iniciar, alimentar e cuidar de um fermento natural desde o começo
17/09, 18h55 Pão tipo ciabatta Preparo prático de um pão de fermentação natural, sem glúten, sem leite e sem ovos
20/09, 18h55 Receita especial e dúvidas Aplicação do conhecimento em outra receita e encontro para responder dúvidas dos participantes

Primeira aula: como combinar farinhas sem glúten

A primeira aula será dedicada a uma das maiores diferenças entre a panificação convencional e a sem glúten: não existe uma única farinha que simplesmente reproduza todas as funções da farinha de trigo.

O próprio Marcelo Horta trabalha com a ideia de combinar ingredientes com funções diferentes para construir estrutura, maciez e leveza. Em conteúdo publicado anteriormente pelo chef, seu mix básico reúne farinha de arroz, fécula de batata, polvilho doce e goma xantana.

Na Semana do Pão Sem Glúten, a proposta da primeira aula é ensinar a lógica por trás dessas combinações, para que o aluno entenda como escolher as farinhas de acordo com o pão que pretende preparar.

Essa abordagem faz sentido do ponto de vista tecnológico. Na panificação sem glúten, farinhas, amidos, fibras e agentes estruturantes precisam exercer funções que, na massa tradicional, são desempenhadas em grande parte pela rede formada pelo glúten.

Leia também: Farinhas sem glúten: guia completo com tipos, usos e mixes para substituir o trigo

Segunda aula: fermento natural sem glúten desde o início

Em 16 de setembro, o foco muda para a fermentação natural.

A aula ensinará como criar o fermento sem glúten do zero, além de explicar sua alimentação e manutenção. Segundo a página do evento, a proposta é acompanhar a preparação em conjunto, inclusive para quem nunca fez fermentação natural anteriormente.

O fermento natural, também conhecido como levain ou massa madre, é uma cultura de microrganismos mantida por meio de alimentação periódica com farinha e água. Em uma preparação destinada a pessoas com doença celíaca, é fundamental que as farinhas usadas para criar e alimentar essa cultura sejam seguras e sem glúten desde o início.

Isso merece atenção porque fermentação natural e ausência de glúten são conceitos diferentes. Um pão feito com farinha de trigo continua inadequado para pessoas com doença celíaca mesmo depois de longos períodos de fermentação. Para o celíaco, o ponto de partida precisa ser uma receita realmente sem trigo, cevada e centeio e protegida contra contaminação por glúten.

Terceira aula: hora de preparar o pão

A aula de 17 de setembro será o encontro prático.De acordo com a programação, os participantes aprenderão a preparar um pão tipo ciabatta, com fermentação natural e receita sem glúten, leite, ovos e conservantes.

Aqui entram na prática conceitos vistos anteriormente: proporção entre farinhas e amidos, hidratação, estrutura da massa, fermentação e ponto de forno.

O chef já apresentou publicamente outras receitas de pães sem glúten com fermentação natural. Em uma receita publicada pelo Globo em 2023 e atualizada posteriormente, por exemplo, Horta mostrou o preparo do mix de farinhas, do fermento natural e do pão como três etapas complementares.

Quarta aula: receita especial e dúvidas ao vivo

O encerramento será em 20 de setembro, também às 18h55.

A página de inscrição informa que Marcelo Horta apresentará uma receita adicional e responderá dúvidas dos participantes ao vivo. A ideia é usar o último encontro para consolidar o método apresentado nos três primeiros dias.

 

 

Curso também aborda panificação sem glúten como fonte de renda

O treinamento não foi pensado apenas para quem quer fazer pão para a própria família.A divulgação do evento também apresenta a panificação sem glúten como uma possibilidade de renda extra ou de entrada no mercado de alimentação especializada. Segundo reportagem do Vírgula, a proposta inclui produção em pequena escala utilizando a estrutura doméstica, desenvolvimento de produtos e criação de um portfólio próprio.

O veículo destaca quatro pontos do treinamento: produção com baixo investimento inicial, fermentação natural como diferencial, compreensão do método para desenvolver formulações e possibilidade de monetização da produção.

Isso não significa, naturalmente, que participar de quatro aulas garanta renda ou sucesso comercial. Transformar a produção doméstica em negócio envolve formação, padronização das receitas, cálculo de custos, boas práticas de fabricação, legislação sanitária, rotulagem e, no caso do público celíaco, controle rigoroso de contaminação por glúten.

Mas o interesse comercial por esse tipo de produto aparece também em outros indicadores do mercado.

 

 

Farinhas e mixes estão entre os produtos sem glúten com maior presença nas buscas

No início de setembro, o Eu Celíaca analisou 200 posições de produtos exibidas em 20 buscas on-line relacionadas aos termos “sem glúten” e “gluten free”, realizadas em dez capitais: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Um dos resultados mais claros foi justamente a presença de produtos ligados ao preparo doméstico.Na consolidação do levantamento, farinhas e mixes formaram a categoria mais recorrente. Entre as famílias de produtos, os mixes de farinhas sem glúten ficaram na segunda posição, atrás apenas das bisnaguinhas.

O mix ligado ao trabalho de Marcelo Horta também apareceu entre os produtos exibidos nas vitrines analisadas em diferentes capitais.

Esse dado precisa ser interpretado corretamente: o levantamento do Eu Celíaca não mediu vendas, preferência do consumidor nem participação de mercado. Ele registrou a visibilidade de produtos nos resultados observados naquele momento. Ainda assim, a recorrência de farinhas e misturas mostra como a cozinha doméstica ocupa espaço importante no universo sem glúten.

Leia a análise completa: Você sabe quais produtos sem glúten mais aparecem nas buscas em 10 capitais brasileiras?

 

 

Quem é Marcelo Horta?

Marcelo Horta é chef e especialista em panificação sem glúten com fermentação natural. A reportagem do Vírgula o apresenta como diplomado pela Le Cordon Bleu, proprietário da Cozinha Crunch e embaixador da Acelbra-RJ.

O veículo informa ainda que seus treinamentos já alcançaram mais de 65 mil alunos.

Na página oficial da atual Semana do Pão Sem Glúten, Horta também se apresenta como proprietário da Levain Bakery Rio e da Cozinha Crunch e trabalha principalmente com ensino de panificação sem glúten por meio da compreensão dos processos, em vez da simples repetição de receitas.

 

 

Atenção, celíacos

Fazer pão em casa pode aumentar o controle sobre os ingredientes utilizados, mas a receita ser sem glúten não basta se houver contaminação durante o preparo.

Farinha de trigo dispersa no ambiente, formas e utensílios com resíduos, peneiras, batedeiras, superfícies e ingredientes compartilhados podem contaminar uma preparação. Se a cozinha também utiliza trigo, cevada ou centeio, é necessário organizar o processo pensando especificamente na prevenção do contato cruzado.

Para quem pretende produzir alimentos para venda ao público celíaco, esse cuidado se torna ainda mais importante. É preciso avaliar não apenas a receita, mas todo o fluxo de produção, armazenamento, equipamentos, ingredientes e embalagem.

Leia também: Contaminação cruzada: como evitar glúten em casa, restaurantes e alimentos

 

 

Como se inscrever na Semana do Pão Sem Glúten

A inscrição é gratuita e feita on-line. Segundo os organizadores, as aulas serão transmitidas ao vivo.

Serviço Informação
Evento Semana do Pão Sem Glúten
Professor Chef Marcelo Horta
Datas 15, 16, 17 e 20 de setembro de 2026
Horário 18h55
Formato On-line e ao vivo
Valor Gratuito
Conteúdo Mix de farinhas, fermentação natural, pão sem glúten, receita especial e aplicação profissional
Link da inscrição Fazer a inscrição gratuita

 

 

Leia mais no Eu Celíaca

Para quem pretende acompanhar as aulas ou já faz pães em casa, estes conteúdos ajudam a complementar o aprendizado:

 

 

FAQ – Perguntas frequentes

O curso de pão sem glúten é realmente gratuito?

Sim. A Semana do Pão Sem Glúten está sendo divulgada como um evento gratuito, on-line e ao vivo. São quatro aulas nos dias 15, 16, 17 e 20 de setembro de 2026.

Preciso saber fazer pão para participar?

Não. A programação foi montada para começar pela combinação das farinhas e pela criação do fermento natural, e a divulgação informa que iniciantes podem acompanhar as aulas.

O curso ensina fermentação natural sem glúten?

Sim. A segunda aula será dedicada à criação, alimentação e manutenção de um fermento natural sem glúten desde o início.

A programação atual informa que a terceira aula ensinará um pão tipo ciabatta de fermentação natural, sem glúten, leite e ovos.

O curso serve para quem quer vender pão sem glúten?

O evento também é apresentado como uma introdução para quem pensa em gerar renda com panificação sem glúten. Isso, porém, não substitui conhecimentos sobre boas práticas, legislação sanitária, custos e controle de contaminação necessários para produzir comercialmente.

Fermentação natural elimina o glúten do trigo?

Não. Pessoas com doença celíaca não devem considerar um pão de trigo seguro apenas porque passou por fermentação longa ou natural. A preparação destinada a celíacos deve utilizar ingredientes sem glúten e ser protegida contra contaminação durante todo o processo.

Tirar o glúten é mais saudável para qualquer pessoa?

Não há evidência suficiente para recomendar uma dieta sem glúten à população geral como estratégia universal de saúde. Para quem tem doença celíaca, a exclusão do glúten é tratamento obrigatório. Outras condições relacionadas ao trigo ou ao glúten exigem avaliação individual.

Onde faço a inscrição?

A inscrição pode ser feita na página oficial da Semana do Pão Sem Glúten: Quero participar gratuitamente

 

 

Conclusão

A Semana do Pão Sem Glúten chega em um momento em que fazer pão em casa e aprender a trabalhar com diferentes farinhas deixou de ser assunto restrito a quem já domina panificação.

O levantamento recente do Eu Celíaca mostrou justamente farinhas e mixes entre as categorias de maior recorrência na vitrine digital sem glúten de dez capitais brasileiras. Agora, o curso de Marcelo Horta oferece quatro encontros gratuitos para quem quer entender como essas farinhas funcionam, criar um fermento natural, preparar pão e conhecer possibilidades profissionais dentro desse mercado.

Para pessoas com doença celíaca, porém, há uma camada adicional que não pode ser esquecida: além de uma boa receita, o pão precisa ser preparado com ingredientes adequados e controle de contaminação por glúten.

As inscrições estão abertas e as aulas começam em 15 de setembro, às 18h55.

Inscreva-se na Semana do Pão Sem Glúten 

 

 

Referências e fontes

  1. Vírgula. Panificação sem glúten: chef promove curso gratuito por saúde e para gerar renda. 12 set. 2026.
  2. Semana do Pão Sem Glúten. Página oficial de inscrição e programação. Oficina Pão Sem Glúten; 2026. Inscrição e programação
  3. Eu Celíaca. Você sabe quais produtos sem glúten mais aparecem nas buscas em 10 capitais brasileiras? A resposta pode surpreender. 3 set. 2026.
  4. Horta M. Mix de farinhas sem glúten que funciona! Marcelo Horta. 16 fev. 2023.
  5. Neves U. Como fazer pão sem glúten e leite em casa com fermento levain natural. Globo Receitas. 22 maio 2023, atualizado em 11 dez. 2025.
  6. Niland B, Cash BD. Health Benefits and Adverse Effects of a Gluten-Free Diet in Non-Celiac Disease Patients. Gastroenterol Hepatol (N Y). 2018;14(2):82-91. PMID: 29606920. PubMed Central.
  7. Diez-Sampedro A, Olenick M, Maltseva T, Flowers M. A Gluten-Free Diet, Not an Appropriate Choice without a Medical Diagnosis. Revisões sobre dieta sem glúten em pessoas sem doença celíaca mostram ausência de evidência consistente de benefício universal. PubMed: revisão relacionada.

 

Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. As informações apresentadas não substituem consulta médica, diagnóstico clínico ou orientação nutricional individualizada. Esta matéria foi elaborada com base em artigos científicos indexados no PubMed e outros artigos cientificos, além de diretrizes internacionais e revisões de alto nível de evidência. O Eu Celíaca não recebe patrocínio de laboratórios, indústria farmacêutica ou fabricantes de produtos sem glúten. Eu Celíaca©. Todos os direitos reservados. Reprodução parcial ou total permitida somente com citação da fonte e link para o conteúdo original. 

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

Fique por dentro das novidades do mundo celíaco. Inscreva-se.

Social Icons

Banner E-book Creme de Abacate_Site Eu Celíaca
SELO FEITO POR MULHERES