Home / Notícias / Sem glúten na SuperMinas 2026: marcas e produtos entram na vitrine do varejo

Sem glúten na SuperMinas 2026: marcas e produtos entram na vitrine do varejo

Sem glúten na SuperMinas 2026

SuperMinas Food Show acontece de 27 a 29 de outubro, em Belo Horizonte, com expectativa de reunir cerca de 600 expositores e 60 mil participantes. Entre lançamentos e pequenos produtores mineiros, o Eu Celíaca identificou produtos declarados sem glúten que estarão ou aparecem entre os negócios selecionados para a edição de 2026.

Encontrar produtos sem glúten na SuperMinas pode parecer um detalhe dentro de uma feira que projeta movimentar R$ 3,3 bilhões em negócios. Para quem tem doença celíaca, porém, o que acontece em eventos desse porte pode aparecer meses depois nas prateleiras dos supermercados: é ali que fabricantes apresentam lançamentos, pequenos produtores encontram compradores e redes varejistas decidem quais produtos podem entrar em suas lojas.

A 38ª SuperMinas Food Show será realizada de 27 a 29 de outubro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte. A expectativa da Associação Mineira de Supermercados (AMIS) é receber aproximadamente 60 mil participantes e cerca de 600 expositores, reunindo grandes indústrias, distribuidores, supermercadistas e pequenos negócios.

Na apuração do Eu Celíaca, a Copra já aparece com participação confirmada e levará um lançamento explicitamente sem glúten. Além disso, entre pequenos negócios mineiros classificados no processo promovido pelo Governo de Minas para participar do espaço coletivo da feira aparecem Petiscos das Gerais, Minas Cacao e Latto Doceria, marcas nas quais encontramos produtos identificados como sem glúten. A página da Secretaria de Desenvolvimento Econômico informa que a lista definitiva do chamamento foi publicada em 1º de outubro.

E essa presença não acontece por acaso. A própria revista Gôndola, publicação oficial da AMIS, mostrou em junho que supermercados mineiros vêm ampliando o sortimento de alimentos sem glúten e que varejistas já percebem crescimento consistente da categoria.

 

 

Copra leva creme de avelã sem glúten, sem lactose e sem açúcar

A participação mais claramente confirmada até agora é a da Copra, empresa alagoana que estará na SuperMinas durante os três dias da feira, no estande localizado na Avenida B, Rua 3.

Entre as novidades que a marca apresentará ao varejo está o Creme Sabor Avelã de 150 g, lançado como produto sem glúten, sem açúcar e sem lactose, além de vegano e produzido com ingredientes de origem vegetal. A empresa também levará o Hidratz, um repositor de eletrólitos em pó à base de água de coco. Agenda BH

A Copra atua há 28 anos e construiu grande parte de seu portfólio a partir do coco. Na SuperMinas, a estratégia é justamente mostrar aos supermercados uma ampliação desse catálogo, que hoje inclui óleos, farinhas, açúcares, leites, manteigas e suplementos, além das novas categorias.

Para o mercado sem glúten, o lançamento do creme de avelã é particularmente interessante porque combina diferentes características que têm ganhado espaço nas gôndolas: produto vegetal, sem lactose, sem açúcar e sem glúten. A feira funciona como uma oportunidade para a Copra negociar essa novidade diretamente com redes, distribuidores e outros compradores profissionais.

 

 

Petiscos das Gerais leva a culinária mineira para o segmento sem glúten

Entre os pequenos negócios mineiros que apareceram na seleção estadual para a SuperMinas está a Petiscos das Gerais, de Belo Horizonte. A empresa ficou entre as classificadas na lista pública do chamamento para ocupação do estande coletivo do Governo de Minas.

E aqui há um encontro particularmente interessante entre comida mineira, conveniência e alimentação sem glúten.

O catálogo oficial da Petiscos das Gerais identifica seus congelados como sem glúten e sem conservantes. Entre os produtos estão Dadinho de Tapioca com Queijo Canastra, Bolinho de Feijão e Pastel de Angu, vendidos tanto para varejo quanto para food service.

O Pastel de Angu, por exemplo, tem massa preparada com fubá, polvilho, água e sal e aparece no catálogo com quatro recheios: frango, carne, Queijo Canastra e ragu de pernil. A própria fabricante o identifica como sem glúten e oferece embalagem de 300 g para empórios, mercearias e supermercados, além de formatos maiores para restaurantes e buffets.

Já o Bolinho de Feijão Original chama atenção pela composição curta: segundo a empresa, leva apenas feijão-fradinho e sal. Também é declarado sem glúten e sem conservantes e possui versões destinadas tanto ao consumidor de supermercado quanto ao food service.

O Dadinho de Tapioca com Queijo Canastra completa a linha de salgados sem glúten apresentada pela marca. A empresa mantém fábrica em Belo Horizonte e trabalha com produtos congelados preparados para finalização rápida, inclusive na air fryer.

É um exemplo interessante do que a SuperMinas pode representar para pequenos fabricantes: um produto que hoje está concentrado em determinados empórios ou regiões pode encontrar compradores e chegar a mais supermercados depois da feira.

 

 

Minas Cacao tem chocolates com versões zero glúten

Outro nome que aparece entre os classificados no processo estadual é a Minas Cacao. A empresa aparece em primeiro lugar na relação provisória publicada no Diário Oficial para o espaço coletivo da SuperMinas.

No catálogo oficial da marca, encontramos chocolates identificados como zero glúten. A linha de tabletes 72% inclui versões com avelã, café e menta apresentadas como zero lactose/glúten, além de uma versão enriquecida com whey protein identificada como zero glúten.

Esse é outro exemplo de como a categoria deixa de se limitar ao pão, à massa ou ao biscoito substituto. Chocolate, sobremesas, snacks, congelados, bebidas e produtos de conveniência ampliam o espaço ocupado pelo “sem glúten” dentro do supermercado.

Para pessoas com doença celíaca, mais variedade significa também a possibilidade de escolher entre marcas, sabores, formatos e faixas de preço, em vez de depender de uma única opção disponível.

 

 

Latto Doceria aparece entre os pequenos negócios selecionados

A Latto Doceria, de Lavras, também figura entre as empresas classificadas na seleção estadual divulgada para a SuperMinas.

Entre os produtos da marca encontrados durante a apuração está o Doce de Leite Puxa-Puxa, feito com leite e açúcar. A ficha do produto publicada por um varejista especializado reproduz a declaração de alergênicos do rótulo: contém leite e lactose e “não contém glúten”.

Aqui vale uma regra simples que pode ser aplicada a qualquer expositor: uma empresa pode ter produtos sem glúten e outros com características diferentes. Por isso, para quem tem doença celíaca, interessa verificar produto por produto e a declaração presente no rótulo, em vez de considerar automaticamente todo o portfólio de uma marca como sem glúten.

O Eu Celíaca já publicou um guia detalhado explicando o que observar nas embalagens e por que a leitura do rótulo continua sendo uma das ferramentas mais importantes para quem precisa excluir o glúten. 

 

 

O Pavilhão Vem de Minas pode abrir portas para pequenos produtores

Uma das áreas mais interessantes da SuperMinas 2026 será o Pavilhão Vem de Minas, voltado principalmente à valorização de pequenas e médias empresas mineiras que querem entrar no mercado ou aumentar sua distribuição.

O espaço reúne iniciativas do Sebrae Minas, da AMIS e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Dentro dele estará novamente o Circuito Mineiro de Oportunidades e Negócios (CMON), que completa dez anos na SuperMinas.

O edital estadual para 2026 foi criado especificamente para selecionar microempresas, empresas de pequeno porte, MEIs, agroindústrias familiares, empreendimentos rurais, associações e cooperativas com potencial para fornecer ao setor supermercadista.

Isso faz diferença para o segmento sem glúten.

Muitas marcas especializadas começam em cozinhas ou fábricas menores, atendem primeiro uma cidade ou região e enfrentam uma etapa difícil quando querem alcançar novos estados: entrar nas grandes redes.

Uma feira B2B oferece justamente o encontro entre quem produz e quem decide o que chegará às gôndolas.

 

 

A SuperMinas não é uma feira de compras para o consumidor final

Esse ponto ajuda a entender por que estamos acompanhando o evento mesmo que ele não seja uma feira voltada diretamente às pessoas com doença celíaca.

A própria organização explica que a SuperMinas é destinada a negócios entre fornecedores, supermercadistas e panificadores. Os expositores não podem transformar o estande em uma loja para vender unidades individuais aos visitantes.

Ou seja, para o consumidor, o efeito da feira acontece principalmente depois.

Um comprador pode conhecer um pastel de angu sem glúten produzido em Belo Horizonte, fechar um acordo com o fabricante e levar a marca para dezenas de lojas. Um lançamento apresentado por uma indústria pode entrar no cadastro de uma rede. Um pequeno produtor pode encontrar um distribuidor capaz de fazê-lo chegar a cidades onde ainda não está presente.

É por isso que a presença de produtos sem glúten na SuperMinas é relevante para o Eu Celíaca mesmo que a proposta do encontro seja empresarial.

O que está sendo apresentado aos compradores agora pode ser o que encontraremos na gôndola amanhã.

 

 

Supermercados já percebem aumento da procura por sem glúten

A movimentação combina com uma mudança que o próprio setor supermercadista vem documentando.

Em reportagem publicada em junho de 2026 pela revista Gôndola, da AMIS, redes mineiras relataram ampliar o mix de alimentos saudáveis, funcionais, sem lactose e sem glúten. Um dos varejistas entrevistados afirmou que os produtos sem glúten “têm crescido” há algum tempo e que novos fornecedores estão entrando no mercado.

A matéria também mostra expansão de cervejas sem glúten, alimentos naturais, produtos proteicos, refeições práticas e outras categorias associadas a mudanças no comportamento do consumidor.Essa percepção do varejo encontra paralelo em dados que o Eu Celíaca publicou recentemente. Um levantamento baseado em 13 milhões de transações mostrou crescimento de 62,6% na compra de produtos sem glúten entre consumidores brasileiros de 20 a 29 anos ao longo de dez anos.

Nem todos esses consumidores têm doença celíaca, naturalmente. O crescimento do mercado envolve também pessoas com outras restrições, consumidores que fazem escolhas alimentares por preferência e o avanço mais amplo das categorias relacionadas a saúde e bem-estar.

Mas a expansão do mercado pode gerar um efeito bastante concreto para quem precisa, e não simplesmente escolhe, comer sem glúten: mais fabricantes interessados na categoria, maior distribuição e mais alternativas nas prateleiras.

 

 

Do corredor de nicho para o supermercado inteiro

Talvez uma das mudanças mais interessantes esteja justamente aqui.

Durante muitos anos, produtos sem glúten foram tratados quase exclusivamente como itens de uma pequena seção de dietéticos. Hoje eles começam a aparecer em diversas categorias: chocolates junto aos chocolates, congelados entre os congelados, bebidas no corredor de bebidas e pães e produtos de panificação em áreas especializadas.

A reportagem da Gôndola sobre as mudanças no sortimento chega a defender que produtos ligados à saudabilidade não fiquem escondidos em “corredores de nicho”, mas sejam integrados ao fluxo normal da loja conforme a demanda aumenta.

Para quem tem doença celíaca, essa transformação tem dois lados positivos. O primeiro é a facilidade de encontrar produtos. O segundo é a normalização: o alimento sem glúten deixa de ser visto apenas como uma mercadoria excepcional e passa a fazer parte do mix regular do varejo.

O Eu Celíaca vem acompanhando justamente esse movimento. Em Curitiba, por exemplo, já há supermercado com padaria 100% sem glúten dentro da própria loja, e uma segunda unidade da mesma rede terá estrutura semelhante.

 

 

SuperMinas 2026 terá cerca de 600 expositores

Naturalmente, os nomes identificados nesta apuração representam apenas uma pequena parte de uma feira com aproximadamente 600 expositores.

A área comercial estará distribuída pelos pavilhões Minas, Gerais e Vem de Minas, com empresas que vão de grandes multinacionais a pequenos fabricantes regionais. Além dos alimentos e bebidas, haverá equipamentos, embalagens, serviços, tecnologia, logística e soluções para operação de supermercados.

Por isso, é bastante possível que novos produtos declarados sem glúten apareçam à medida que fabricantes divulguem seus lançamentos e a relação de participantes seja detalhada. O Eu Celíaca continuará acompanhando as marcas e poderá atualizar esta relação quando surgirem novas confirmações de produtos sem glúten na edição de 2026.

 

 

Para quem trabalha com produtos sem glúten, a feira também é oportunidade de negócio

Há ainda outro lado dessa pauta.Muitos leitores do Eu Celíaca são empreendedores, fabricantes, donos de confeitarias, padarias, empórios e negócios especializados. Para eles, a SuperMinas não é apenas uma oportunidade para conhecer tendências. É justamente o tipo de ambiente em que uma pequena marca pode apresentar seu produto a compradores profissionais.

A edição de 2026 foi estruturada para receber desde grandes indústrias até microempresas regionais e possui áreas específicas para estimular a aproximação entre fornecedores e varejistas. A expectativa de R$ 3,3 bilhões em negócios dá uma dimensão da importância comercial do encontro.

Para uma empresa sem glúten, entrar em um novo supermercado pode significar acesso a centenas ou milhares de novos consumidores. E para o consumidor celíaco, cada novo ponto de venda reduz aquela antiga necessidade de percorrer várias lojas procurando um produto específico.É uma cadeia na qual uma negociação empresarial aparentemente distante pode terminar facilitando uma tarefa bastante cotidiana: fazer compras.

 

 

Serviço: SuperMinas Food Show 2026

  • Evento: 38ª SuperMinas Food Show
  • Datas: 27, 28 e 29 de outubro de 2026
  • Local: Expominas
  • Endereço: Avenida Amazonas, 6.200, Gameleira, Belo Horizonte (MG)
  • Realização: Associação Mineira de Supermercados (AMIS)
  • Apoio: Sebrae Minas
  • A Feira de Fornecedores funciona das 15h às 21h no dia 27 e das 14h às 21h nos dias 28 e 29.
  • O credenciamento funciona nos três dias a partir das 8h.
  • Site oficial da SuperMinas 2026

 

 

FAQ – Perguntas frequentes SuperMinas

A SuperMinas 2026 terá produtos sem glúten?

Sim. A Copra já anunciou que levará seu novo Creme Sabor Avelã, declarado sem glúten, sem lactose e sem açúcar. O Eu Celíaca também identificou produtos sem glúten em empresas que aparecem na seleção estadual relacionada à feira, como Petiscos das Gerais, Minas Cacao e Latto Doceria.

Quais produtos sem glúten foram identificados?

Entre os itens encontrados estão Creme Sabor Avelã da Copra; Pastel de Angu, Bolinho de Feijão e Dadinho de Tapioca da Petiscos das Gerais; chocolates específicos da Minas Cacao; e Doce de Leite Puxa-Puxa da Latto Doceria.

Todos os produtos dessas marcas são sem glúten?

Não necessariamente. A indicação deve ser conferida em cada produto. Nesta matéria, consideramos apenas itens para os quais encontramos declaração explícita de ausência de glúten nas fontes consultadas.

Pessoas comuns podem ir à SuperMinas para comprar produtos?

A SuperMinas é uma feira profissional voltada principalmente ao relacionamento e aos negócios entre indústria, fornecedores, supermercados, atacadistas e panificadores. A organização informa que os estandes não podem funcionar como pontos de venda de unidades individuais ao consumidor.

Por que a SuperMinas é importante para quem tem doença celíaca?

Porque é nesse tipo de encontro que muitos fabricantes apresentam produtos a compradores e distribuidores. Novos acordos comerciais podem ampliar a presença de alimentos sem glúten em redes de supermercados e em regiões onde determinadas marcas ainda não são encontradas.

 

 

Leia mais no Eu Celíaca

 

 

Conclusão

Uma feira empresarial pode parecer distante da rotina de uma pessoa com doença celíaca. Mas entre o fabricante e a gôndola existe uma etapa decisiva: alguém precisa conhecer aquele produto, acreditar que há demanda por ele e decidir colocá-lo à venda.

É justamente isso que acontece na SuperMinas.

Ver produtos sem glúten apresentados ao lado de centenas de marcas convencionais mostra também uma mudança importante no próprio varejo. A categoria já não depende apenas de lojas especializadas. Ela disputa espaço dentro dos grandes supermercados, dos congelados aos chocolates, dos produtos vegetais aos petiscos típicos mineiros.

Para pequenas empresas, a feira pode representar expansão. Para os supermercados, significa encontrar novos fornecedores. E, para quem tem doença celíaca, o resultado que realmente interessa pode aparecer algum tempo depois: mais opções sem glúten perto de casa.

 

 

Fontes principais

  1. SuperMinas Food Show 2026 – site oficial
  2. Informações e horários da SuperMinas
  3. AMIS/SuperHiper – SuperMinas 2026 terá cerca de 600 expositores
  4. SEDE-MG – Edital de participação na SuperMinas 2026
  5. Copra na SuperMinas Food Show 2026
  6. Petiscos das Gerais – catálogo sem glúten 
  7. Minas Cacao – linha de chocolates

 

Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. As informações apresentadas não substituem consulta médica, diagnóstico clínico ou orientação nutricional individualizada. O Eu Celíaca não recebe patrocínio de laboratórios, indústria farmacêutica ou fabricantes de produtos sem glúten. Eu Celíaca©. Todos os direitos reservados. Reprodução parcial ou total permitida somente com citação da fonte e link para o conteúdo original. 

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

Fique por dentro das novidades do mundo celíaco. Inscreva-se.

Social Icons

Banner E-book Creme de Abacate_Site Eu Celíaca
SELO FEITO POR MULHERES