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De Harvard a Israel: conheça alguns dos principais centros de doença celíaca do mundo e o que eles pesquisam

principais centros de doença celíaca no mundo

Quando um novo estudo sobre doença celíaca aparece, alguns nomes se repetem: Columbia, Harvard, Mayo Clinic, Tampere, Sheffield, Oslo. Em Israel, centros pediátricos acompanham milhares de pacientes. No Canadá, a McMaster University une atendimento clínico, microbioma e pesquisa translacional. Na Itália, pesquisadores acompanham até crianças que apresentam sinais iniciais da doença antes de desenvolver atrofia das vilosidades.

E o Brasil também faz parte dessa história. A Universidade de Brasília (UnB) mantém oficialmente um Centro de Pesquisa em Doença Celíaca, enquanto outras universidades brasileiras desenvolvem ambulatórios, projetos de extensão, pesquisas clínicas, estudos sobre alimentos sem glúten e iniciativas voltadas diretamente à população celíaca.

Essas instituições não fazem exatamente a mesma coisa. Algumas concentram grande volume de pacientes e casos complexos. Outras são especialmente fortes em imunologia, epidemiologia, microbioma, manifestações neurológicas, doença celíaca refratária ou desenvolvimento de medicamentos.

E há uma particularidade especialmente interessante em Harvard: não existe apenas um “Celiac Center de Harvard” isolado. O Celiac Research Program at Harvard Medical School funciona como uma rede que conecta centros de três hospitais de ensino de Boston: Mass General, Boston Children’s Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center.

A seguir, o Eu Celíaca mostra onde estão alguns dos centros mais relevantes internacionalmente, quem está por trás deles e, principalmente, quais perguntas sobre doença celíaca cada um tenta responder.

 

 

Quais são alguns dos principais centros de doença celíaca do mundo?

Não existe um ranking mundial oficial capaz de definir qual é “o melhor” ou “o maior” centro de doença celíaca. Há, porém, instituições que se destacam pela produção científica, volume e complexidade dos pacientes atendidos, atuação multidisciplinar, participação em ensaios clínicos, desenvolvimento de métodos diagnósticos e contribuição para diretrizes.

Entre elas estão Columbia, a rede de Harvard, University of Chicago, Mayo Clinic, McMaster, Tampere, Oslo, Sheffield e centros especializados em Israel e na Itália. No Brasil, a UnB mantém oficialmente um Centro de Pesquisa em Doença Celíaca.

Centro ou programa Local Áreas que mais se destacam
Celiac Disease Center at Columbia University Nova York, EUA Epidemiologia, manifestações multissistêmicas, qualidade de vida, diagnóstico, história natural e terapias
Celiac Research Program at Harvard Medical School Boston, EUA Rede entre hospitais; prevenção, microbioma, biomarcadores, doença refratária, pediatria e novos medicamentos
University of Chicago Celiac Disease Center Chicago, EUA Imunologia, exposição ao glúten, brain fog, cicatrização intestinal, diagnóstico e novos tratamentos
Mayo Clinic Rochester, EUA Grande volume clínico, diagnóstico complexo, sintomas persistentes e doença de difícil manejo
McMaster University / McMaster Children’s Hospital Hamilton, Canadá Microbioma, cofatores ambientais, diagnóstico, manejo de longo prazo, terapias e pediatria
Celiac Disease Research Center – CeliRes Tampere, Finlândia Epidemiologia, genética, imunologia, dermatite herpetiforme, diagnóstico precoce e novos tratamentos
Norwegian Coeliac Disease Research Centre Oslo, Noruega Imunologia, mecanismos da doença, biomarcadores, diagnóstico e alvos terapêuticos
Sheffield Coeliac Service / SIGReD Sheffield, Reino Unido Doença celíaca refratária, manifestações neurológicas, ataxia por glúten e neuroimagem
Schneider Children’s Medical Center of Israel Petah Tikva, Israel Grande centro pediátrico, diagnóstico, evolução da doença na infância e diretrizes
Hadassah Medical Center Jerusalém, Israel Gastroenterologia pediátrica, diagnóstico, acompanhamento e pesquisa clínica
ELFID / Federico II Celiac Disease Center Nápoles, Itália Crianças, diagnóstico complexo, doença celíaca potencial, genética e prevenção
Centro de Pesquisa em Doença Celíaca – UnB Brasília, Brasil Análises clínicas, diagnóstico e avaliação laboratorial, sorologia, genética e modelos celulares

 

 

Não existe um ranking mundial único de centros de doença celíaca

Falar em “principais centros” exige cuidado. Não existe uma organização internacional que publique anualmente uma classificação global baseada em quantidade de pacientes, publicações científicas ou número de ensaios clínicos.

Na América do Norte, entretanto, a Society for the Study of Celiac Disease (SSCD) criou um programa formal de reconhecimento de unidades especializadas. Os critérios incluem políticas assistenciais, credenciamento, treinamento da equipe, avaliação de competência, melhoria da qualidade e atividade recente de pesquisa ou de aprimoramento assistencial.

Entre os centros que aparecem nos programas de reconhecimento estão Columbia, University of Chicago, Mayo Clinic e as instituições que formam a rede de Harvard. A McMaster University e o McMaster Children’s Hospital também aparecem no programa de unidades especializadas da sociedade.

Esse reconhecimento, porém, é norte-americano. Centros como Tampere, Oslo, Sheffield, Schneider, Hadassah e Federico II entram nesta reportagem pela relevância clínica e científica documentada por suas universidades, hospitais e produção acadêmica.

 

 

Columbia University: doença celíaca vista muito além do intestino

O Celiac Disease Center at Columbia University, em Nova York, foi fundado em 2001 pelo gastroenterologista Peter H. Green. O centro reúne gastroenterologistas de adultos e crianças, nutricionistas e pesquisadores e mantém colaborações internacionais em epidemiologia, manifestações clínicas, mecanismos da doença e terapias não dietéticas.

Um dos aspectos que mais caracteriza Columbia é enxergar a doença celíaca como uma doença multissistêmica. O centro trabalha em colaboração com áreas como endocrinologia, metabolismo ósseo, reumatologia, cirurgia, hematologia, oncologia, neurologia e odontologia, refletindo manifestações que podem atingir ossos, pele, sistema nervoso, fígado e outros órgãos.

Ao lado de Peter Green está Benjamin Lebwohl, diretor de pesquisa clínica do centro. Sua linha de investigação inclui epidemiologia, história natural, padrões de atendimento, qualidade assistencial, resultados clínicos e novas terapias.

Foi desse ambiente de pesquisa que saíram, por exemplo, trabalhos sobre hipervigilância à dieta sem glúten e qualidade de vida, mostrando que tratar a doença envolve não apenas impedir a exposição ao glúten, mas também compreender o impacto psicológico e social de viver permanentemente sob restrição alimentar.

Em entrevista publicada em 2026, Lebwohl descreveu Columbia como um importante centro norte-americano de pesquisa e encaminhamento para pacientes com doença celíaca conhecida, suspeita ou de difícil manejo.

 

 

Harvard não tem apenas um Celiac Center: é uma rede integrada

Este é um ponto que costuma gerar confusão.

A Harvard Medical School não funciona como um hospital que possui um único ambulatório chamado “Harvard Celiac Center”.

Seu modelo é mais amplo. O Celiac Research Program at Harvard Medical School integra instituições afiliadas que possuem seus próprios programas especializados.

A rede reúne o Center for Celiac Research and Treatment do Mass General, o Celiac Disease Program do Boston Children’s Hospital e o Celiac Center do Beth Israel Deaconess Medical Center.

Cada instituição acrescenta uma área particular à rede.

Mass General: é possível prever ou até prevenir a doença celíaca?

O Center for Celiac Research and Treatment tem raízes que remontam a 1996 e está historicamente associado ao trabalho de Alessio Fasano, um dos pesquisadores mais conhecidos mundialmente na área.

Atualmente, Maureen Leonard está entre os nomes centrais do programa e dirige pesquisas que tentam compreender uma das perguntas mais intrigantes da doença celíaca: por que duas pessoas geneticamente predispostas e expostas ao glúten podem ter destinos diferentes, com uma desenvolvendo a doença e outra não?

Um dos projetos mais importantes é o CDGEMM, que acompanha crianças geneticamente predispostas desde muito cedo.

O estudo combina informações sobre genética, exposições ambientais, microbioma, metabolismo e resposta imunológica. A intenção é procurar sinais que indiquem quando o organismo começa a perder a tolerância ao glúten e investigar se, algum dia, será possível prever ou interferir nesse processo antes da instalação completa da doença.

O grupo também pesquisa biomarcadores capazes de indicar cicatrização intestinal, modelos para prever o desenvolvimento da doença em indivíduos de alto risco e novos tratamentos.Isso coloca o Mass General em uma fronteira muito diferente da simples pergunta “como diagnosticar doença celíaca?”.

A pergunta passa a ser: podemos reconhecer a doença antes que ela se manifeste completamente e, no futuro, talvez preveni-la?

Boston Children’s: o que acontece depois que uma criança recebe o diagnóstico?

No Boston Children’s Hospital, a pesquisa tem forte foco na infância e adolescência.

O programa estuda diagnóstico, acompanhamento, história natural, epidemiologia pediátrica, associação com outras doenças autoimunes e doença celíaca não responsiva, quando a criança continua apresentando problemas apesar da dieta sem glúten.

O grupo também investiga algo extremamente prático: como e quando crianças e adolescentes aprendem a cuidar sozinhos da própria dieta.

Há projetos voltados ao desenvolvimento de ferramentas para avaliação da dieta, novos exames capazes de ajudar na verificação da adesão e materiais educacionais destinados às próprias crianças e suas famílias.

A pergunta deixa de ser apenas “o intestino cicatrizou?”.

Passa a ser também: essa criança conseguirá chegar à adolescência e à vida adulta sabendo manejar a doença sem que ela domine sua vida?

Beth Israel Deaconess: casos difíceis, biomarcadores e medicamentos além da dieta

O Celiac Center do Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) acrescenta outra dimensão importante.

O hospital informa ter criado, em 2005, o primeiro centro multidisciplinar da Nova Inglaterra dedicado a adultos com doença celíaca e outros distúrbios relacionados ao glúten.

Sua pesquisa inclui pacientes com doença não responsiva ou refratária, exames diagnósticos avançados, biomarcadores de atividade da doença e tratamentos não dietéticos.

O BIDMC também participa de ensaios clínicos.

Entre as estratégias experimentais estão terapias destinadas a induzir tolerância imunológica, medicamentos que interferem na ativação imunológica relacionada à transglutaminase 2 e enzimas destinadas a degradar o glúten antes que ele alcance o intestino delgado.

É justamente a integração dessas três instituições que torna o programa ligado a Harvard tão interessante.

Um centro estuda prevenção e microbioma, outro acompanha a vida da criança após o diagnóstico e outro testa biomarcadores e novas terapias em adultos e casos complexos.

 

 

University of Chicago: da imunologia ao “brain fog”

O University of Chicago Celiac Disease Center foi fundado em 2001 pelo gastroenterologista pediátrico Stefano Guandalini.Segundo a própria universidade, o centro já ajudou diretamente mais de 100 mil pessoas desde sua criação e mantém como parte de sua missão avançar a pesquisa em direção a tratamentos cada vez melhores e, no futuro, uma possível cura.

O escopo atual é amplo.

Em adultos, há estudos com medicamentos experimentais capazes de degradar glúten no estômago, testes imunológicos envolvendo células T, investigações sobre o chamado brain fog após exposição ao glúten e acompanhamento da recuperação intestinal depois de desafios controlados.

Na pediatria, pesquisadores estudam anticorpos para acompanhamento, transferência de glúten por equipamentos de cozinha, cápsula endoscópica, questionários capazes de estimar exposição, custo da dieta sem glúten e possíveis manifestações neurológicas.

É um bom exemplo de quanto a ciência avançou.

A pergunta já não é simplesmente “há atrofia das vilosidades?”.

Pesquisadores querem compreender o que acontece com o cérebro, o sistema imunológico, a qualidade de vida e a recuperação do intestino.

 

 

Mayo Clinic: mais de 2 mil pacientes por ano e foco nos casos difíceis

A Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota, informa atender mais de 2 mil pessoas com doença celíaca todos os anos.

O serviço reúne gastroenterologistas, nutricionistas e outros especialistas, com participação de dermatologia nos casos de dermatite herpetiforme e de outras áreas quando existem complicações como osteoporose.

Um de seus diferenciais é justamente lidar com situações em que o diagnóstico ou a evolução não são simples.

A Mayo destaca experiência na investigação de pessoas que continuam apresentando sintomas mesmo após adotar uma dieta rigorosamente sem glúten.

Nesses casos, pode ser necessário investigar se ainda existe exposição ao glúten, se há outra doença associada, se o diagnóstico original precisa ser revisto ou, em casos raros, se há doença celíaca refratária.

Historicamente, a Mayo também está fortemente ligada ao trabalho de Joseph Murray, um dos pesquisadores mais conhecidos em epidemiologia, diagnóstico, complicações e evolução da doença celíaca.

 

 

McMaster, no Canadá: microbioma, novos tratamentos e acompanhamento ao longo da vida

Em Hamilton, no Canadá, a McMaster University possui uma estrutura particularmente interessante porque combina atendimento de adultos, acompanhamento pediátrico e pesquisa no Farncombe Family Digestive Health Research Institute.

A clínica de adultos trabalha com equipe multidisciplinar formada por gastroenterologistas, nutricionistas, pesquisadores e profissionais de saúde mental. A equipe liderada por M. Ines Pinto-Sanchez informa prestar atendimento a aproximadamente mil pacientes por ano.

A pesquisa procura compreender mecanismos e cofatores que favorecem a progressão para doença celíaca, com atenção especial ao papel do microbioma intestinal.

O programa também investiga aperfeiçoamento diagnóstico, acompanhamento de longo prazo e novas terapias. Elena Verdu está entre os nomes centrais dessa linha de pesquisa translacional.

No McMaster Children’s Hospital, a Pediatric Celiac Disease Clinic acompanha aproximadamente 500 crianças e adolescentes até os 18 anos.

A equipe inclui médicos, nutricionista, enfermagem, serviço social e profissionais de apoio à criança. Há ainda uma preocupação específica em facilitar a transição posterior para o atendimento adulto.

A pesquisa pediátrica inclui microbiota intestinal, dieta, imunidade da mucosa e doença celíaca na infância.

Essa integração permite acompanhar uma questão que nem sempre recebe atenção suficiente: a doença celíaca atravessa todas as fases da vida, e a transição entre infância e vida adulta também precisa ser planejada.

 

 

Tampere: uma cidade que a própria universidade chama de “Capital da Doença Celíaca”

A Finlândia ocupa um lugar especial na história da doença celíaca.

Em setembro de 2026, a própria Tampere University publicou uma reportagem chamando Tampere de “Capital of Celiac Disease” e destacou a cidade como um dos grandes polos mundiais da área.Há razões históricas para isso.

Pesquisas sobre doença celíaca são desenvolvidas no campus de Tampere desde a década de 1970. O atual Celiac Disease Research Center (CeliRes) foi formalmente estabelecido em 2016 para consolidar essa tradição em uma estrutura multidisciplinar.

O centro é dirigido por Katri Kaukinen, responsável pela área de doença celíaca em adultos.Outros nomes importantes incluem Katri Lindfors, em imunobiologia; Teea Salmi, nas manifestações cutâneas; Kalle Kurppa, na doença celíaca pediátrica; Markku Mäki, ligado historicamente à pesquisa de diagnóstico e novos tratamentos; e Pekka Collin, na epidemiologia.É difícil encontrar outro centro onde tantas dimensões sejam estudadas simultaneamente.

O CeliRes trabalha com epidemiologia, genética, imunologia, microbiologia, pediatria, dermatologia, diagnóstico, tratamento e modelos experimentais.

Sua estratégia inclui diagnóstico menos invasivo, identificação precoce, prevenção, aperfeiçoamento da dieta sem glúten e terapias personalizadas além da dieta.

O centro possui inclusive um laboratório próprio de serviços diagnósticos, que realiza sorologia e análises especializadas de biópsias para profissionais de saúde e pesquisadores.

Entre os exames e áreas estudadas estão anticorpos antiendomísio, transglutaminase, peptídeos de gliadina deamidada e marcadores imunológicos em biópsias intestinais.

O contexto epidemiológico finlandês também favoreceu essa tradição. A Tampere University estima que a doença celíaca afete cerca de 2,4% dos adultos na Finlândia, uma prevalência elevada quando comparada à média observada em muitas populações.

 

 

Oslo: tentando descobrir exatamente por que o sistema imunológico reage ao glúten

Em Oslo funciona atualmente o Norwegian Coeliac Disease Research Centre (NCoDiRC).

O centro é sucessor direto do K.G. Jebsen Coeliac Disease Research Centre, que funcionou entre 2016 e 2022 e consolidou um forte programa de investigação clínica, translacional e básica.

Seu nome mais conhecido é o imunologista Ludvig M. Sollid, um dos pesquisadores que mais contribuíram para compreender como HLA, células T, transglutaminase e resposta imunológica interagem na doença celíaca.

O NCoDiRC procura compreender os mecanismos da doença, melhorar métodos diagnósticos, identificar novos alvos terapêuticos e permitir o desenvolvimento de novos tratamentos.

O programa anterior explicitava uma ambição ainda maior: desenvolver terapias que pudessem ser utilizadas em complemento à dieta sem glúten e, em longo prazo, talvez até substituí-la.

Isso não significa que exista hoje um substituto para a dieta. Ela continua sendo o tratamento da doença celíaca.Mas a pesquisa de Oslo tenta responder uma pergunta fundamental: se descobrirmos exatamente qual etapa da resposta imunológica desencadeia a lesão intestinal, poderemos interrompê-la com um medicamento?

 

 

Sheffield: doença celíaca refratária e o que o glúten pode fazer ao cérebro

No Reino Unido, Sheffield construiu uma reputação muito particular.

A unidade especializada ligada à University of Sheffield e Sheffield Teaching Hospitals acompanha, segundo a própria universidade, a maior população de pacientes com doença celíaca do Reino Unido.

Em 2019, foi designada pelo NHS England como National Centre for Refractory Coeliac Disease, voltada às formas raras e de difícil tratamento.

O gastroenterologista David Sanders está entre os principais nomes associados ao centro e possui extensa produção científica sobre doença celíaca, diagnóstico e distúrbios relacionados ao glúten.

Mas Sheffield se destaca também por algo que poucos centros investigam com tanta profundidade: o cérebro.

O Sheffield Institute of Gluten-Related Disorders (SIGReD) estuda manifestações neurológicas relacionadas à doença celíaca e a outros distúrbios relacionados ao glúten, incluindo ataxia por glúten e encefalopatia por glúten.

O grupo utiliza técnicas avançadas de ressonância magnética para investigar alterações cerebrais e também pesquisa anticorpos contra transglutaminase 6 (TG6) como possíveis biomarcadores de manifestações neurológicas.

Essa área ajuda a reforçar uma mensagem importante: a doença celíaca não é apenas uma doença intestinal.

 

 

Israel tem mais de um centro importante para doença celíaca

Israel merece um capítulo próprio por sua atividade clínica e acadêmica em gastroenterologia pediátrica.Dois serviços se destacam por razões diferentes: o Schneider Children’s Medical Center of Israel, em Petah Tikva, e o Hadassah Medical Center, em Jerusalém.

Schneider: mais de 2 mil pacientes celíacos em um centro pediátrico nacional

O Institute of Gastroenterology, Nutrition and Liver Diseases do Schneider Children’s Medical Center é descrito pela instituição como o maior serviço desse tipo em Israel e recebe crianças de diferentes regiões do país.

O Schneider também informa atuar como centro nacional de referência para doença celíaca e acompanhar mais de 2 mil pacientes com a doença.

Sob a direção de Raanan Shamir, o instituto combina assistência, nutrição, treinamento médico e pesquisa.

A instituição informa que integrantes de sua área de gastroenterologia participam da atualização de diretrizes internacionais sobre doença celíaca.

O grande número de crianças acompanhadas também permite estudar como a doença muda conforme a idade.

Uma pesquisa avaliou 932 crianças diagnosticadas entre 1999 e 2018 e identificou diferenças importantes de apresentação clínica. Crianças menores apresentavam com maior frequência diarreia, perda de peso, distensão abdominal, vômitos, anemia e alterações nutricionais.

Outras pesquisas do Schneider acompanharam como o diagnóstico pediátrico e a apresentação da doença mudaram ao longo de duas décadas.

Hadassah, em Jerusalém: atendimento, diagnóstico e pesquisa pediátrica

O Hadassah Medical Center mantém serviços de gastroenterologia pediátrica em Jerusalém e possui estrutura voltada ao diagnóstico e tratamento da doença celíaca.

A unidade trabalha em conjunto com nutricionistas pediátricos e inclui doença celíaca entre suas áreas de interesse clínico e científico.

A gastroenterologia pediátrica do Hadassah realiza aproximadamente 2 mil consultas por ano, considerando todas as condições atendidas pela unidade, além de centenas de procedimentos como endoscopias e colonoscopias.

Esse número não representa apenas pacientes celíacos, mas ajuda a dimensionar a estrutura do serviço.

O hospital também mantém atendimento de doença celíaca dentro da gastroenterologia de adultos, inserida em um instituto universitário que combina assistência, endoscopia e pesquisa.Schneider e Hadassah representam, portanto, modelos diferentes.

O primeiro possui um grande contingente pediátrico especificamente documentado para doença celíaca. O segundo integra o atendimento da doença a uma ampla estrutura universitária de gastroenterologia pediátrica e adulta.

 

 

Nápoles: acompanhando crianças antes mesmo de a doença estar completamente estabelecida

Na Itália, a Universidade Federico II de Nápoles abriga o European Laboratory for the Investigation of Food-Induced Diseases (ELFID), ligado a um Celiac Disease Center que atende a região da Campânia.

O serviço realiza diagnóstico inclusive em situações pouco claras, utilizando técnicas histológicas avançadas e investigação genética.

Crianças com doença celíaca são acompanhadas por pediatras e nutricionistas para monitoramento do crescimento, adesão à dieta e possíveis complicações.

Uma das áreas mais interessantes é a chamada doença celíaca potencial.

Nesse estágio, uma pessoa pode apresentar predisposição genética e anticorpos compatíveis com doença celíaca, mas ainda não apresentar a atrofia vilositária típica da doença plenamente estabelecida.

O centro acompanha crianças em risco justamente para compreender quem progride para doença celíaca, quem permanece estável e se algum dia será possível desenvolver formas de prevenção.

Esse tipo de pesquisa muda a pergunta científica.Em vez de estudar apenas o que acontece depois do diagnóstico, tenta compreender o período anterior à instalação completa da doença.

 

 

E o Brasil?

O Brasil também possui uma história acadêmica importante nessa área.

A Universidade de Brasília (UnB) mantém oficialmente um Centro de Pesquisa em Doença Celíaca, vinculado à Faculdade de Medicina. Segundo a própria universidade, o centro desenvolve pesquisas em análises clínicas, diagnóstico e avaliação laboratorial da doença celíaca e estudos experimentais com modelos celulares. Sua estrutura inclui equipamentos para ELISA, PCR em tempo real e cultura celular.

A pós-graduação da Faculdade de Medicina também registra um Centro de Estudos de Doenças Celíacas dentro de seu Laboratório de Pesquisas em Pediatria, com estrutura para investigação de marcadores sorológicos e genéticos. Inovação UnB.

A UnB possui ainda uma tradição anterior de integração entre pesquisa e assistência. Catálogos de extensão da universidade registram o Centro de Pesquisa, Diagnóstico, Tratamento e Apoio aos Pacientes com Doença Celíaca no Distrito Federal, com ações vinculadas ao Hospital Universitário de Brasília e participação multidisciplinar. Isso mostra que o interesse acadêmico pela doença celíaca em Brasília não é recente.

A atuação brasileira, entretanto, não fica concentrada em uma única universidade. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) funciona atualmente o NUTRICE, Ambulatório de Nutrição para Indivíduos com Doença Celíaca, que oferece gratuitamente atendimento clínico-nutricional individualizado a adultos diagnosticados, com avaliação do estado nutricional, consumo alimentar e intervenção nutricional.

O Eu Celíaca também já acompanhou iniciativas da UFPB, Unifesp, Unicamp, USP, Faculdade HONPAR e UEPA, envolvendo extensão universitária, assistência, desenvolvimento de alimentos sem glúten, pesquisa, educação nutricional e atividade física direcionada à população celíaca.

Em comparação com o modelo integrado de Harvard ou com centros altamente concentrados como Tampere, o que se observa no Brasil é um ecossistema mais descentralizado, formado por centro de pesquisa, ambulatórios, laboratórios, hospitais universitários e projetos de extensão.

Isso não diminui sua importância.

Ao contrário, mostra que a pesquisa e a assistência brasileiras aparecem em diferentes frentes e instituições, muitas vezes respondendo a necessidades muito concretas da população local.

 

 

O que cada centro tenta descobrir?

Apesar de todos trabalharem com doença celíaca, a especialização de cada grupo ajuda a mostrar como a pesquisa mundial se distribui.

Centro Uma das grandes perguntas
Columbia Por que a doença aparece de tantas formas diferentes e como afeta a vida além do intestino?
Harvard / Mass General É possível prever ou prevenir a doença antes de ela se desenvolver completamente?
Boston Children’s Como crianças vivem, crescem e assumem o controle da própria dieta após o diagnóstico?
Beth Israel Podemos diagnosticar melhor e tratar a doença com medicamentos além da dieta?
University of Chicago O que acontece com intestino, imunidade e cérebro após exposição ao glúten?
Mayo Clinic Por que alguns pacientes continuam doentes apesar da dieta sem glúten?
McMaster Qual é o papel do microbioma e dos cofatores ambientais na doença e no tratamento?
Tampere Como integrar epidemiologia, genética, imunologia e clínica para diagnosticar e tratar melhor?
Oslo Qual mecanismo imunológico transforma o glúten em gatilho de uma doença autoimune?
Sheffield Como o glúten pode afetar o cérebro e como tratar as formas refratárias?
Schneider Como a doença celíaca se apresenta e evolui ao longo da infância?
Hadassah Como integrar diagnóstico, nutrição e acompanhamento pediátrico?
Federico II / ELFID Quem tem doença celíaca potencial irá progredir e seria possível intervir antes?
UnB Como aprimorar diagnóstico, avaliação laboratorial e compreensão biológica da doença celíaca?

 

 

O futuro da doença celíaca está sendo pesquisado em várias frentes ao mesmo tempo

Quando se observam esses centros juntos, fica claro que a pesquisa sobre doença celíaca já não se resume a melhorar exames ou aperfeiçoar a dieta sem glúten.

Hoje há grupos tentando descobrir como prever a doença antes do diagnóstico, quais bactérias e metabólitos do microbioma participam do processo, quais células do sistema imunológico desencadeiam a lesão, como reconhecer cicatrização sem repetir biópsias e como desenvolver medicamentos capazes de proteger contra exposição acidental ou modificar a própria resposta imunológica.

Há pesquisadores estudando cérebro, pele, ossos, infância, doença refratária, qualidade de vida e transição da adolescência para a vida adulta.

Também existem ensaios clínicos com estratégias completamente diferentes entre si: enzimas para degradar glúten, bloqueio de processos envolvidos na ativação imunológica, indução de tolerância e outras terapias destinadas a reduzir ou impedir a reação ao glúten.

Nenhuma dessas linhas significa que a dieta sem glúten deixou de ser o tratamento.

Hoje, ela continua sendo a base do manejo da doença celíaca.

O que esses centros procuram é reduzir as limitações do tratamento atual e, em alguns casos, descobrir se no futuro será possível prevenir ou modificar a própria doença.

 

 

Por que centros especializados fazem diferença?

A doença celíaca parece simples quando reduzida à fórmula “diagnóstico + dieta sem glúten”.

Na prática, existem pacientes com sorologia duvidosa, biópsias discordantes, doença celíaca potencial, sintomas persistentes, osteoporose, anemia, manifestações neurológicas, dermatite herpetiforme, associação com outras doenças autoimunes ou suspeita de doença refratária.

Centros que concentram casos conseguem reunir gastroenterologia, patologia, imunologia, nutrição, pediatria e outras especialidades, além de construir bancos de dados e populações de pacientes adequadas para pesquisa.

Essa combinação de atendimento e investigação transforma o paciente de hoje em conhecimento que pode melhorar o cuidado de amanhã.

 

 

Um centro de pesquisa não é necessariamente igual a um ambulatório especializado

Outro ponto importante é que os nomes apresentados nesta matéria não possuem todos a mesma estrutura administrativa.

Columbia, University of Chicago, Mayo, McMaster, Schneider e Hadassah possuem componentes assistenciais claros.

Tampere e Oslo possuem forte identidade como centros multidisciplinares de pesquisa.

Sheffield conecta um serviço clínico altamente especializado a uma estrutura acadêmica dedicada aos distúrbios relacionados ao glúten.Harvard funciona como uma rede entre hospitais afiliados.

O ELFID de Nápoles conecta laboratório, universidade e atendimento pediátrico.

No Brasil, a UnB mantém um Centro de Pesquisa em Doença Celíaca, enquanto instituições como a UFSC oferecem ambulatórios universitários específicos e outras universidades desenvolvem projetos clínicos, laboratoriais e de extensão.

Isso não diminui a relevância de nenhum modelo. Pelo contrário: mostra que os avanços podem surgir de estruturas bastante diferentes.

 

 

Esses centros atendem pacientes de outros países?

Alguns são centros de referência que recebem encaminhamentos externos, mas isso varia conforme instituição, sistema de saúde, seguro, idade do paciente e natureza do caso.

Para a maioria das pessoas com doença celíaca, não existe necessidade de viajar para outro país em busca de acompanhamento de rotina.

O maior impacto desses centros costuma ser indireto: eles produzem estudos, formam especialistas, participam da elaboração de diretrizes, validam exames e testam tratamentos que posteriormente podem mudar a prática médica em outras regiões do mundo.

Uma criança brasileira talvez nunca seja atendida em Boston, Tampere ou Petah Tikva.

Ainda assim, seu diagnóstico ou tratamento futuro pode utilizar conhecimento produzido justamente nesses lugares.

 

 

O que significa ser reconhecido como centro de excelência?

Na América do Norte, o programa da Society for the Study of Celiac Disease ajuda a responder essa pergunta.

Para receber reconhecimento, uma unidade precisa demonstrar critérios relacionados à qualificação e ao treinamento da equipe, políticas assistenciais, melhoria contínua da qualidade e atividades recentes de pesquisa ou aperfeiçoamento do cuidado.

Isso é importante porque um centro especializado não é simplesmente um lugar onde “há um gastroenterologista que atende celíacos”.

A excelência surge quando existe uma estrutura capaz de diagnosticar, acompanhar, orientar a dieta, identificar complicações, discutir casos difíceis, produzir conhecimento e atualizar continuamente a prática clínica.

 

 

Atenção, celíacos

Centros internacionais e nacionais de referência são fundamentais para produzir conhecimento, mas a maioria das pessoas com doença celíaca pode ser acompanhada adequadamente por uma equipe familiarizada com a doença sem precisar viajar para outro estado ou país.

Uma avaliação mais especializada pode ser necessária quando existem dúvidas diagnósticas importantes, sintomas persistentes apesar da dieta sem glúten, suspeita de doença celíaca refratária, complicações ou manifestações pouco habituais.

Para o acompanhamento habitual, continuam sendo fundamentais o diagnóstico correto, a dieta rigorosamente sem glúten, orientação nutricional e avaliação clínica individualizada.

 

 

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FAQ: centros de referência em doença celíaca

Qual é o maior centro de doença celíaca do mundo?

Não existe um ranking mundial oficial que permita definir um único maior centro. Algumas instituições divulgam números expressivos de pacientes, como a Mayo Clinic, que informa atender mais de 2 mil pessoas com doença celíaca por ano, e o Schneider Children’s Medical Center, que acompanha mais de 2 mil pacientes celíacos em seu centro pediátrico. As métricas, porém, não são diretamente comparáveis.

Harvard possui um único centro para doença celíaca?

Não. Este é justamente um dos aspectos mais interessantes do programa. O Celiac Research Program at Harvard Medical School funciona como uma rede integrada, reunindo programas especializados do Mass General, Boston Children’s Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center.

Onde Alessio Fasano trabalha?

Alessio Fasano está ligado ao ambiente acadêmico da Harvard Medical School e ao Mass General, com atuação em pesquisa sobre imunologia de mucosa, microbioma e doença celíaca. O Center for Celiac Research and Treatment também tem Maureen Leonard entre seus principais nomes e liderança atual.

Qual centro pesquisa manifestações neurológicas da doença celíaca?

Sheffield é um dos grandes destaques. O SIGReD investiga alterações cerebrais associadas à doença celíaca e outros distúrbios relacionados ao glúten, incluindo ataxia por glúten, encefalopatia, neuroimagem avançada e anticorpos contra transglutaminase 6.

Onde existem pesquisas sobre prevenção da doença celíaca?

Mass General/Harvard, Tampere e Federico II são alguns exemplos. Esses grupos acompanham indivíduos predispostos ou pacientes em fases iniciais para compreender genética, ambiente, microbioma e os mecanismos envolvidos na progressão para a doença.

Qual centro pesquisa doença celíaca refratária?

Sheffield é referência nacional britânica em doença celíaca refratária. Mayo Clinic e Beth Israel Deaconess também possuem experiência importante em pacientes não responsivos ou de difícil tratamento.

Israel possui centros importantes?

Sim. O Schneider Children’s Medical Center, em Petah Tikva, acompanha mais de 2 mil pacientes com doença celíaca e funciona como um importante centro pediátrico nacional. Em Jerusalém, o Hadassah possui estrutura de gastroenterologia pediátrica e adulta que inclui diagnóstico, acompanhamento e pesquisa em doença celíaca.

Existe um centro de pesquisa sobre doença celíaca no Brasil?

Sim. A Universidade de Brasília mantém oficialmente um Centro de Pesquisa em Doença Celíaca vinculado à Faculdade de Medicina, com pesquisas em análises clínicas, diagnóstico e avaliação laboratorial e modelos celulares. A Faculdade de Medicina também registra estrutura de pesquisa pediátrica voltada a marcadores sorológicos e genéticos da doença.

Existem outros serviços universitários brasileiros?

Sim. A UFSC mantém o NUTRICE, ambulatório gratuito de acompanhamento nutricional para adultos com doença celíaca, e diferentes universidades brasileiras desenvolvem projetos de pesquisa, extensão, diagnóstico, desenvolvimento de alimentos e assistência.

Existe pesquisa para substituir a dieta sem glúten?

Existem vários tratamentos experimentais em desenvolvimento, mas nenhum significa que a dieta sem glúten possa ser abandonada atualmente. Oslo, Harvard, Chicago, Columbia, Beth Israel, Tampere e outros centros investigam terapias não dietéticas com mecanismos bastante diferentes.

 

 

Conclusão

Os principais centros internacionais de doença celíaca mostram como esse campo se tornou muito mais complexo e sofisticado nas últimas décadas.

Columbia estuda a doença como condição multissistêmica. Harvard criou uma rede entre grandes hospitais e investiga desde prevenção até novos medicamentos. Chicago procura compreender imunidade, cérebro e cicatrização intestinal. Mayo concentra grande volume de casos complexos. McMaster aproxima microbioma e prática clínica. Tampere integra praticamente todas as áreas da ciência da doença celíaca em um único ecossistema. Oslo disseca seus mecanismos imunológicos. Sheffield investiga formas refratárias e manifestações neurológicas. Schneider e Hadassah ampliam o conhecimento pediátrico em Israel. Nápoles acompanha crianças antes mesmo de a doença estar plenamente estabelecida.

E o Brasil também está presente nesse mapa. A Universidade de Brasília mantém um centro formalmente dedicado à pesquisa em doença celíaca, enquanto UFSC e outras universidades desenvolvem assistência, extensão e pesquisas em diferentes áreas.

Durante muito tempo, o objetivo principal da ciência era reconhecer e diagnosticar corretamente uma doença considerada rara.

Hoje, as perguntas avançaram.

Quem vai desenvolver doença celíaca? É possível prever? Poderemos algum dia prevenir? Podemos diagnosticar sem biópsia em mais situações? Como medir cicatrização? Por que alguns pacientes não melhoram? O que acontece no cérebro? Qual é o papel do microbioma? É possível impedir a resposta imunológica? Haverá um tratamento capaz de complementar a dieta?Esses centros estão ajudando a construir as respostas.

E mesmo que a maioria dos pacientes nunca atravesse fisicamente as portas de Columbia, Harvard, Tampere, Schneider ou UnB, muito do que médicos e pessoas com doença celíaca farão no futuro poderá nascer justamente das pesquisas conduzidas nesses lugares.

 

 

Referências científicas e fontes

  1. Society for the Study of Celiac Disease.  Celiac Disease Unit Recognition Program e Celiac Recognized Unit of Excellence.
  2. Columbia University Irving Medical Center. Celiac Disease Center; Peter H. Green; Benjamin Lebwohl.
  3. Mass General Center for Celiac Research and Treatment.
  4. Boston Children’s Hospital. Celiac Disease Program Research.
  5. Beth Israel Deaconess Medical Center. Celiac Center e Celiac Disease Research. BIDMC.
  6. University of Chicago Medicine. Celiac Disease Center e Research Studies.
  7. Mayo Clinic. Celiac disease care at Mayo Clinic..
  8. McMaster University / Hamilton Health Sciences. Celiac Disease Clinic e Pediatric Celiac Disease Clinic.
  9. Tampere University. Celiac Disease Research Center, CeliRes.
  10. Oslo University Hospital. Norwegian Coeliac Disease Research Centre.
  11. K.G. Jebsen Coeliac Disease Research Centre. University of Oslo..
  12. University of Sheffield.Sheffield Coeliac Service e Sheffield Institute of Gluten-Related Disorders.
  13. Schneider Children’s Medical Center of Israel. Institute of Gastroenterology, Nutrition and Liver Diseases.
  14. Krauthammer A, et al. Two decades of pediatric celiac disease in a tertiary referral center: What has changed? Dig Liver Dis. 2020;52(4):457-461. PMID: 32111387. PubMed.
  15. Hadassah Medical Center. Pediatric Gastroenterology Center..
  16. University Federico II of Naples.European Laboratory for the Investigation of Food-Induced Diseases, Clinical Facilities. ELFID.
  17. Universidade de Brasília. Decanato de Pesquisa e Inovação. Centro de Pesquisa em Doença Celíaca. Centro vinculado à Faculdade de Medicina com pesquisas em análises clínicas, diagnóstico e avaliação laboratorial da doença celíaca e modelos celulares.
  18. Universidade de Brasília. Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas. Laboratório de Pesquisas em Pediatria/Centro de Estudos de Doenças Celíacas, com estrutura para PCR e ELISA aplicada ao estudo de marcadores sorológicos e genéticos. Pós-Graduação em Ciências Médica
  19. Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Nutrição. Ambulatório de Nutrição para Indivíduos com Doença Celíaca – NUTRICE.

 

Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo. As informações apresentadas não substituem consulta médica, diagnóstico clínico ou orientação nutricional individualizada. Esta matéria foi elaborada com base em artigos científicos indexados no PubMed e outros artigos cientificos e dos testes, além de diretrizes internacionais e revisões de alto nível de evidência. O Eu Celíaca não recebe patrocínio de laboratórios, indústria farmacêutica ou fabricantes de produtos sem glúten. Eu Celíaca©. Todos os direitos reservados. Reprodução parcial ou total permitida somente com citação da fonte e link para o conteúdo original. 

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